Era Bolsonaro: Eu vejo o futuro repetir o passado – O Divergente

Era Bolsonaro: Eu vejo o futuro repetir o passado

Ontem nós vimos Flávio Bolsonaro falando que existe um “novo Renan”, na tentativa de convencer os eleitores do clã-bolsonaro que não seria estranho que ele, e o governo do pai, apoiassem aquele senador que é um dos maiores exemplos do que a sociedade não queria mais ao eleger Jair Bolsonaro e o próprio Flávio. Vale lembrar que o governo apoia abertamente Rodrigo Maia, “outro exemplo“.

Nós já vimos em menos de um mês Jair Bolsonaro ignorar os crimes assumidos e denunciados de Onix Lorenzoni, apoiar Rodrigo Maia e deixar que seu braço direito político, Lorenzoni, agir com toda força que achava que tinha contra Simone Tebet, parceira de partido de Renan que tentava tomar dele a indicação à presidência da casa.

Agora nós vemos Flávio Bolsonaro, que antes já tinha sido defendido por Renan, sair com discurso de “novo Renan”, talvez porque saiba da “expertise” daquele em se livrar de denúncias de corrupção.

Mesmo que exista uma seletividade da imprensa no caso “Flávio/Queiroz”, muitos defensores do Bolsonaro têm agido como agiam a horda cega e alienada da militância petista em defesa de Flávio, mesmo com esse (e seu assessor, e amigo que agora ele diz não ser) fugirem descaradamente de dar esclarecimentos, como fazia Lula, e quando raramente feito em “ambiente controlado” acabam sendo desmentidos.

A defesa de Renan, que já foi defensor de Collor, de FHC, de Lula e depois de Dilma, agora flerta com o colega do clã-bolsonaro e parece estar sendo correspondido. Com certeza já deve ter havido um encontro às cegas (às cegas da sociedade). O certo é que eles não se conheceram “no Tinder“, tem mais cara de ser um relacionamento “Suggar“, onde a contrapartida é obrigatória.

Com isso nós vemos “O presente (e o futuro) repetir o passado“, como diz a letra da música de Agenor De Miranda Araúdo Neto e Arnaldo Pires Brandão (cantada por Cazuza), mas apenas com outros personagens.