Em vídeo Dias Toffoli confessa crime – O Divergente

Em vídeo Dias Toffoli confessa crime

No vídeo, abaixo, quando Toffoli, já na função de ministro do supremo, confessa que atuava num processo que defendia invasores de terreno, e ao ver que não tinham opções contra a liminar que pedia o despejo que ocorreria no dia seguinte seu colega teria simplesmente desaparecido com o processo.

Incrívelmente, Toffoli fez essa declaração de crime num evento com calouros de faculdade de direito, enquanto ria. O que se espera de um ministro da mais alta corte num momento como àquele é que fizesse justamente o contrário, já que ali estão futuros operadores do direito [da justiça], exceto que ele queira que realmente as pessoas tenham a visão errada de quem está nessa área, que tem se tornado comum hoje.

Toffoli, que chegou ao supremo por indicação política, após advogar para o PT e no governo ao lado do criminoso condenado José Dirceu, também conseguiu uma coisa fascinante: para indicação à corte é necessário, segundo a legislação, “notável saber jurídico”, que ele conseguiu provar que não tem ao tentar dois concursos para juiz e não conseguir passar. Mas, por vias políticas, está no topo da pirâmide como presidente do Supremo Tribunal Federal.

Na semana passada Toffoli já protagonizou outras ações que demonstram que ele não estaria ao nível da função quando numa madrugada usou seu poder para intervir na eleição para presidência do senado, mesmo tendo dito quando assumiu a presidência que não ia interferir no legislativo e tendo dado uma negativa ao pedido de que a eleição naquela casa fosse aberta com a mesma alegação de ela tinha suas regras pré-estabelecidas e não poderia interceder. Mas parece que em favor de Renan Calheiros vale até trabalhar durante a madrugada. Pesou também a intervenção, considera ilegal por muitos juristas, contra a Receita Federal à pedido de Gilmar Mendes quando esse último descobriu que estava sendo investigado pelo órgão.

Também na semana passada o irmão de Toffoli foi denunciado em caso de corrupção com empreiteiras, além de outra condenação recente por improbidade, enquanto o próprio ministro já havia sido condenado à devolver quase meio milhão de reais ao governo do Amapá por contratos de prestação de serviços considerados irregulares.

Nesse momento volta a campanha de pedido de impeachment de Toffoli, que só pode ser avaliada pelo Senado,  esse sim acovardado, por ter muitos de seus membros investigados por casos de corrupção que envolvem grupos políticos que indicaram a maioria dos ministros do STF, que por conta do foro privilegiado são quem os julgaram, se os processos não prescreverem como é comum naquela corte.