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Política

“A saúde da cidade começa na infância” diz Beatriz Botelho

Beatriz Botelho tem 35 anos de experiência na área da saúde, formada em psicologia e gestão pública, mestre em saúde mental. Ainda na faculdade quando fazia estágios, trabalhava em plantões noturnos no Hospital Psiquiátrico no Parque do Chaves. Depois de formada foi trabalhar em escola particular no Santa Cruz, onde um dado momento sentiu que não fazia grande diferença ali, queria mais de si mesma, queria expandir seu alcance de atuação, continuou com consultório particular para dar o suporte financeiro mas buscou expandir. Beatriz já passou por experiências desde a Secretaria do Menor, UBS, hospital a conselheira municipal participativa. Agora a psicóloga e gestora pública concorre a cadeira de vereadora pela cidade de São Paulo.

Beatriz Botelho tem 35 anos de experiência na área da saúde, formada em psicologia e gestão pública, mestre em saúde mental. Ainda na faculdade quando fazia estágios, trabalhava em plantões noturnos no Hospital Psiquiátrico no Parque do Chaves. Depois de formada foi trabalhar em escola particular no Santa Cruz, onde um dado momento sentiu que não fazia grande diferença ali, queria mais de si mesma, queria expandir seu alcance de atuação, continuou com consultório particular para dar o suporte financeiro mas buscou expandir. Beatriz já passou por experiências desde a Secretaria do Menor, UBS, hospital a conselheira municipal participativa. Agora a psicóloga e gestora pública concorre a cadeira de vereadora pela cidade de São Paulo.


Conselho Municipal Participativo
Acredito que essa experiência como conselheira participativa foi muito bacana, aliás assim, eu sou uma pessoa que passo por muitas experiências destas, eu me atiro, me coloco em várias experiências, porque eu percebo, pelo menos pra mim, que eu experimentando, eu tenho mais conhecimento, o conhecimento fica mais verdadeiro.

Por exemplo, eu como psicóloga estudei bastante, sempre estudei psicanálise e afins, mas na hora que começa a atender é difícil, tem que conseguir encaixar a teoria na prática, na hora que vai vendo como essas coisas são, a teoria dá o suporte, mas também pra entender de fato, precisa ter experiência. Então, pra mim, o Conselho Participativo foi muito importante porque primeiro eu conheci os tipos de lideranças que nós temos na cidade de São Paulo, principalmente eu conheci as lideranças daqui da região do Butantã, mas também havia muita proximidade com outras lideranças através das reuniões, não só com o pessoal da Zona Oeste – pessoal da Lapa,de Pinheiros, mas também houve muito contato com pessoas de outras regiões de São Paulo. Isso é muito interessante e enriquecedor.

Butantã tem desde um PIB muito alto, quanto um PIB muito baixo, então nós temos várias comunidades da região do Butantã dentro do Butantã.

Esse contato com as lideranças foi muito engrandecedor porque cada liderança traz como nós éramos antes, éramos eleitos por distritos. Tem o bairro, depois tem os distritos do bairro, cada um trazia um problema da sua região. Vou pegar o Butantã como exemplo que tem desde um PIB muito alto, quanto um PIB muito baixo, então nós temos várias comunidades da região do Butantã dentro do Butantã, nós temos moradias de alto de alto nível a moradias mais simples. Cada um trazer uma problemática expande o conhecimento real sobre a cidade de São Paulo. Depois, todo o trabalho começa: discutir as questões do bairro é só o começo, tem as questões de zoneamento, as questões de transporte, a questão do que é construído (ou não), a questão do plano diretor. Assim também surge como é o problema da escola, o problema da UBS (Unidade Básica de Saúde), o problema do hospital. Todos os problemas da cidade são ali discutidos. Cada um talvez se interesse mais por um problema específico ou mais pra sua região. É muito fomentador essa troca.

Passei a ter uma visão mais ampla das questões do ser humano na cidade e pra mim isso foi muito bacana, me deu muita experiência e me deu muita bagagem pra poder um dia ser vereadora.

Secretaria do Menor
Já na época da Secretária do Menor, eu era diretora de casa abrigo. Lá, eu tinha uns noventa funcionários, e, invariavelmente 100 crianças pra dormir na casa abrigo. A princípio uma casa abrigo é pra uma criança ficar um, dois, três dias, uma semana no máximo, lá elas ficavam enfim. Tinha muita violência na casa dessas pessoas. Então, até você achar uma solução pro caso não era rápido, pega a criança de todos os tipos, de todos os tipos de problema, também se pega criança infratora, e, de certa forma, vai perdendo aquela coisa da peninha, sabe? Passa-se a olhar coisa de uma outra forma, não que eu não tenha pena, eu me recinto, eu sinto com o que essas pessoas passam, mas ao mesmo tempo eu não posso passar mão em quem é infrator. Eu sei ao que leva isso.

Eu me recinto, eu sinto com o que essas pessoas passam, mas ao mesmo tempo eu não posso passar mão em quem é infrator. Eu sei ao que leva isso.

O que eu observei por toda vivência que eu tenho de trabalho é que uma família desestruturada é viver em condições indignas. E aí pessoas: “Ah, mas tem gente que também mora na comunidade e é trabalhador”. É verdade, mas a gente está vendo que a quantidade de gente que vai pro crime, pra violência, é muito grande, independente do fator financeiro, as vezes como um agravante.

Unidade Básica de Saúde – UBS
Lá na na UBS e fazendo um trabalho que eu achava muito bacana, ninguém queria atender criança e eu atendia a criança numa boa. Eu gosto muito de trabalhar com criança. Aprendi que um problema era a escola. “Ah, o menino não se comporta na escola”. “Criança não aprende.” “Ah, criança é muito agressiva”, mas tudo vinha da escola, na maioria das vezes. E eu vi que as coisas estavam ficando piores, que agressão estava maior, que a violência estava maior. E eu pensei: puxa vida, eu tô fazendo esse trabalho, eu atinjo aí 100, 200 pessoas, eu queria atingir uma escala maior, um número maior de pessoas. Quantas pessoas a UBS atende? 350mil. Pensei, caramba, eu não vou atender! Como que eu vou dar conta 50mil que sejam?

Foi aí que eu então entrei no PSDB, fui pro núcleo de saúde do PSDB, me convidaram e comecei a participar. Acabei sendo vice-presidente do núcleo, presidente de fato, depois e cresci no partido. Aí, participei das campanhas, fiz programas de governo, participei de programa de governo, mas aquilo não estava satisfatório, queria mais, foi quando teve o Conselho Participativo, primeira eleição pra Conselho Participativo, mas ainda não estava contente, quer dizer, eu quero mais, eu quero poder realmente influenciar na cidade essa experiência na saúde, essa experiência como conselheira participativa, como alguém atuante no bairro, eu quero mais, eu quero realmente poder ter a caneta na mão.

Vendo que muitos vereadores não conseguem mesmo fazer um trabalho interessante, acho que a Câmara precisa melhorar. Uma das coisas que eu penso é que pra ser médico, pra ser psicólogo, tem que fazer faculdade, pra ser advogado, tem que fazer faculdade, pra ser jornalista, tem que fazer faculdade. Por que que pra ser um vereador não tem que fazer faculdade? Não tem que fazer curso? Eu fui fazer curso de gestão pública por causa disso. Eu pensei, poxa, eu preciso entender de gestão, de aprovar orçamento, enfim, então fui atrás desse estudo pra pra somar a saúde que é realmente o meu ponto básico, a qualidade de vida no cidadão na cidade de São Paulo.

"A saúde da cidade começa na infância", Beatriz Botelho.
Beatriz Botelho, candidata a vereadora de São Paulo

Porque a saúde da cidade começa na infância…
Como eu sempre trabalhei com criança, eu vejo que no fim a criança é muito negligenciada, não só na nossa cidade. Em frente a algumas atividades, nos trabalhos que eu desenvolvi lá na escola Paulista, por exemplo, eu vi que não tem jeito, tanto trabalhando lá na Secretaria do Menor, tanto trabalhando na UBS, tanto trabalhando na HC no estado de São Paulo, tem que trabalhar com a criança. Tem que fazer um acompanhamento da criança desde pequena.

Deve-se acompanhar a grávida, traz o pai pra participar desse pré-natal que fica muito na mão da mulher, então traz o pai pra participar. Muitas vezes o pai não se liga tanto, ou as vezes ele também é deixado de lado e não consegue participar. Acompanhar esse momento da gravidez já é muito importante pra criança. Criança nasce, vai ter psicólogo acompanhando, vai ter pediatra acompanhando, vai ter assistente social acompanhando, então acompanha-se o crescimento dessa criança. Os primeiros anos de vida de uma criança são importantíssimo. O primeiro ano de vida é quando se faz o maior número de conexões neuronais da criança. São momentos muito importantes.

Em frente a algumas atividades, nos trabalhos que eu desenvolvi lá na escola Paulista, por exemplo, eu vi que não tem jeito, tanto trabalhando lá na Secretaria do Menor, tanto trabalhando na UBS, tanto trabalhando na HC no estado de São Paulo, não tem jeito, tem que trabalhar com a criança.

Então, vai acompanhando essa criança, vai vendo se tem problemas na família, se tem algum outro problema, se a criança teve problema no parto, se ela tem autismo, se ela tem alguma deficiência, já se faz o diagnóstico nesse momento, já começa a intervir desde cedo, já começa a estimular a criança ao invés de pegar o problema lá na escola.

Quando a criança está na 1ª série, quando a criança está sendo alfabetizada, caso haja algum problema, já se pegou o problema bem antes, pois a criança de seis/sete anos já perdeu um tempo que já podia ter feito um monte de coisa. É isso que acontece invariavelmente, a criança vai pra escola, não consegue prestar atenção porque tem algum problema, tem uma dislexia, ou não escuta, ou não enxerga direito, uma série de coisas, ou o problema familiar é tão grande que ela não consegue prestar atenção. Então se a gente começar a fazer esse trabalho de acompanhamento antes, a gente já consegue dar uma qualidade de vida pra essa criança muito melhor.

Beatriz Botelho identifica problema na escola

Promover a participação efetiva nos pais na escola
Depois, o que eu quero fazer é além desse acompanhamento na UBS já que a UBS é um lugar de promoção de saúde, quero fazer com que os pais tenham atividades nos finais de semanas na escola, ou uma vez por mês, sei lá, aí tem que pensar direitinho, mas fazer com que os pais participem da escola, participem mais do estudo das crianças. Fazer com que o pai tome aquela escola, a escola dele, do filho dele, que ele goste da escola, que ele se importe com aquela escola, que ele também é daquela escola. Então, se a gente começar a fazer isso, gera sentimento de pertencimento. Um pai faz num final de semana reparos na escola, um outro pai faz uma jardineira, tem pedreiro, o outro é marceneiro, enfim, vamos cuidar da escola.

Não há governo que consiga dar conta de tudo, desculpa! Mas se todo mundo participar, a escola vai ficar um brinco e as crianças vão cuidar mais da escola, põe as crianças pra cuidar junto com o pai, faz atividades assim, faz horta na escola, aí a criança aprende que é importante comer verdura, ela também planta, ela fica mais interessada, ela leva isso pra casa dela, daí é fazer um conjunto de coisas que é promoção de saúde. Tudo isso é promoção de saúde.

Pode ver que o meu slogan é a saúde da cidade começa na infância.

Não tem jeito, eu vejo histórias que contam, o pessoal no pancadão, não tem cultura, não tem nada. É só só sexo, só drogas, só violência. Lógico, tem famílias muito boas e tudo. Mas assim, a perspectiva é muito pequena. É isso que nós precisamos mudar! Sabemos que nas comunidades tem muita riqueza, tem gente muito boa desenvolvendo coisas muito legais, esse lado deve aflorar e sair de forma concreta, tem que dar vazão pra essa criatividade, pra essa energia, isso precisa sair, mas sair pro lado bom, pro lado melhor, pro lado da criação, da construção de coisas e atitudes positivas. Então, esse é o meu foco, isso tudo é saúde, a se ter uma qualidade de vida.

O idoso
Também tem a questão do idoso. O idoso tem o Ministério da Saúde, lá tem um programa que eles dão dinheiro pra desenvolver academias nos parques, mas também atividades num geral nos parques para os idosos. Temos que implantar mais aqui na nossa região, tem várias partes que pode ser implantados, já tem o espaço, tem tudo, é só tem que implantar nos parques.

Não só idosos..
Não só dar atenção idosos, dar atenção pras pessoas com deficiência, com deficiência física, qualquer pessoa com deficiência mental, essas pessoas estão aí negligenciadas. É muito difícil de arranjar tratamento pra essas pessoas, nós precisamos cuidar dessas pessoas. A cidade é de todo mundo, não é só de quem perna, braço, nem só de quem está tudo bem e saudável, a cidade é pra todos, a cidade tem que ser democrática, temos que favorecer a todos.

Calçadas
Eu já tenho a questão da calçada há muitos anos, a gente tem que melhorar as calçadas porque se a gente melhorar as calçadas, a gente propicia o idoso andar na calçada, tranquilamente, não tropeçar, assim como para o deficiente físico, tanto na cadeira de rodas ou muletas, tanto para os cegos. Tanto seria bom pra eles quanto é bom pra nós.

Nós precisamos ocupar a cidade, nós ficamos fechados nas casas. Ninguém pode sair, ninguém anda na rua com medo, temos que usar a cidade. A cidade tem que ser amigável e o poder público tem que estar voltado pro cidadão. Eu quero estar voltada pro cidadão! O que acontece é que a gente sempre tem a sensação de que o governo está contra, é um tal de taxa, a gente tem que pagar taxa disso, taxa daquilo, imposto de não sei o quê. Qual é o retorno que a gente tem?

Eu quero estar voltada pro cidadão! O que acontece é que a gente sempre tem a sensação de que o governo está contra, é um tal de taxa, a gente tem que pagar taxa disso, taxa daquilo, imposto de não sei o quê. Qual é o retorno que a gente tem?

Eu quero escola boa pra todo mundo, não quero não quero pagar escola particular pro meu filho.

Eu não quero mais pagar mais seguro saúde, eu quero ter o SUS, quero ser bem atendida.

SUS
Então, o SUS é um dos melhores programas de saúde que tem no mundo, só que ele precisa ser realmente implantado e a gente tem que parar de ser um sistema “hospitalcêntrico”.

Nós precisamos ter nos preocupar mais com promoção de saúde através da prevenção, a gente tem que trabalhar com a criança desde pequenininha, na creche, na escola, na UBS, acompanhar, dar um acompanhamento pra família.

Nossa, nós temos que mudar, vamos revolucionar essa cidade. Eu quero fazer revolução. Agora, “ah Beatriz, mas revolucionário você não está trazendo nada de novo”, mas não precisa de nada estratosférico, nós precisamos é o básico. Se a gente fizer isso, o básico, eu garanto que nós vamos ter uma vida muito mais saudável pra todos nós, todos nós vamos ganhar. Nós temos que dar dignidade pras pessoas viverem, se as pessoas não têm vida digna, elas não respeitam a própria vida e não respeitam a vida do do outro, do próximo.


A gente tem que parar de ser um sistema “hospitalcêntrico”. Nós precisamos ter nos preocupar mais com promoção de saúde através da prevenção, a gente tem que trabalhar com a criança desde pequenininha, na creche, na escola, na UBS, acompanhar, dar um acompanhamento pra família.

Espaços compartilhados – Coworking
Pegar casas que são da da própria Prefeitura, imóveis que são da própria Prefeitura, que estão fechados, não estão sendo usados, perto das comunidades e ali desenvolver um coworking (espaço compartilhado).

É a economia solidária, põe computadores, põe wi-fi e torna uma coisa de cooperativa. Ali, pode trazer aqueles cursos de padaria, de costura, de bordado, de salão de beleza, argila, desenvolver o artesanato paulista, tanta coisa pode ser desenvolvido, pode fazer pratos, pode fazer vasos, enfim. Podem fazer costura, fazer roupa pra comunidade, pra região onde mora, podem vender e ganhar dinheiro com isso.

Desta maneira, não teria que se deslocar, perder tempo com deslocamento, gastar dinheiro com deslocamento, seria perto de casa, estaria próximo dos filhos, poderia cuidar mais e melhor do filho, não ficar filho largado lá longe. É o tipo de coisa que eu quero fazer, isso é promoção de saúde! Por que as pessoas não vão perder duas horas pra chegar no trabalho? Qual a necessidade? Já chega estressada no trabalho, na volta do trabalho mais duas horas, mais estressada, chega em casa super estressada é rude com filho, agride, aí briga com marido, esposa, enfim, aquela confusão. Hoje, a gente sabe que a a maior parte dos chefes de família são mulheres. Então, eu quero começar fazendo esse trabalho com as mulheres e depois trazendo sempre os pais. Minhas propostas são nesse sentido, isso é a tal da promoção de saúde, isso é a verdadeira promoção de saúde e a sonhada qualidade de vida.

https://fb.watch/1Bc6654EBV/

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Política

Fundo Eleitoral bilionário é articulação de governo e congresso

Para quem tem memória curta, o mesmo aconteceu na eleição passada (com o mesmo congresso e presidente) … Mas vamos lá “explicar”:

Se o congresso aumentasse o fundo eleitoral para $ 4 bilhões, por exemplo, em qualquer momento (que não houvesse pandemia, combustíveis, gás e alimentos caros, desemprego crescendo há anos e economia pífia) já haveria reclamação. Então, para evitar um veto, é bem mais fácil combinar um valor mais alto, tipo $ 5,7 bilhões, deixar o povo reclamar e depois dizer que é o “mito” fazer um veto e combinar um valor menor, talvez os $ 4 bilhões que eram a intenção. Se funcionou assim nas eleições municipais porque não funcionaria agora?

Mas tem um probleminha, é preciso aprovar o valor alto, se não aprova não tem o que vetar ou sancionar), e por garantia é bom que os deputados e senadores bolsonaristas (políticos exemplo) ajudem garantir a aprovação dos $ 5,7 bi, no nosso “exemplo”, aí que entra filhos de presidente, os patriotas deputados e senadores governistas.

Segue o baile…

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Política

Porque Bolsonaro quer “provar” fraude em eleições de 2014

Para tumultuar é a resposta simples, pois sabe que não vai se reeleger. O motivo de escolher a eleição de 2014 também tem significado: ele não pode dizer que a eleição passada foi fraudada, pois ele se elegeu com ela. Assim ele tumultua a eleição, não aceita o resultado esperado, perder, e mantém a seita bolsonarista ativa para o pós-bolsonaro (conhecido como petismo 2.0).

Se ele tem provas de fraude na de 2014 (que nem o perdedor, Aécio, aceita ter acontecido) deveria apresentar dados efetivos da fraude, mas ele diz querer levar um “hacker do bem” para fazer uma “simulação”, ou seja, não tem provas e a simulação (bolsonaristas vão ignorar isso) mostraria que na dele, Bolsonaro, também pode ter sido feito. Então, digam que foi em 2014.

O voto já é impresso

Qualquer pessoa que não tem como fonte de informação os canais bolsopetistas sabe que o voto é impresso, nos boletins de urna com presença dos fiscais indicados pelos partidos, e a urna não pode ser invadida já que não tem conexão externa (talvez quem acredite em terra plana acredite num tipo de telepatia homem-máquina para aceitar numa invasão), é os dados além de criptografados tem chaves hash para detectar alterações (meio complicado essa parte para todos, mais ainda para bolsonaristas que devem ter achado fraude nas imagens de Jeff Bezos hoje mostrando que a terra é redonda).

A única forma de alterar os resultados seria na contagem nos servidores do TSE, e isso levaria a imaginar que todos os servidores, fiscais, integrantes dos órgãos estariam corrompidos para nenhum denunciar. Sem contar que mais tarde esses dados todos estariam disponibilizados em formato bruto para consulta pública, bastando comparar com os boletins de urna (é claro que muitos já fazem isso e ninguém achou diferença), mas os maus perdedores precisam de uma desculpa.

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Educação

Professora de Nova Mutum publica carta pública à Governador Mauro Mendes sobre volta às aulas

A professora do ensino fundamental do Nova Mutum, Tamara Araújo, não se sentiu confortável com as ações do Governador do Estado de Mato Grosso, Mauro Mendes, quando se trata do acesso à educação durante pandemia, já que elas têm levado à um ensino de baixa qualidade, criando uma fossa entre aqueles que dependem do ensino público e os que têm acesso ao ensino privado.

Diante disso ela decidiu publicar uma carta pública onde explica as dificuldades impostas pelo ensino remoto e as dificuldades que muitos pais tem, alguns sem condições, seja por tempo ou conhecimento, para auxiliarem seus filhos com os conteúdos que lhes são passados.

Vocês podem ler abaixo a carta na íntegra:

Trabalho por amor, onde?

“No inicio da pandemia, em 2020, foi aquele alvoroço de que precisávamos proteger a tudo e todos, eu trabalho na área da educação, fui mandada para ficar em casa, recebi férias, por mim tudo bem, são tempos difíceis. Temos que nos proteger.

Mas o tempo foi passando e nós fomos adequando a esse novo normal, as atividades precisam voltar, não sou ignorante para achar que todo mundo ficando em casa as coisas irão melhorar, não vai, isso é conto de fadas, porque se é para todos ficarem em casa, não me julgo merecedora desse cuidado e o caixa do mercado também não, não sou melhor que ele e nem ninguém, somos iguais. Mas o tempo foi passando e chego aqui neste momento em que estou, abril de 2021, e ontem me questionei o seguinte: os tempos realmente estão muito difíceis, mas estão difíceis mesmo é para as crianças, “temos que nos proteger” era o lema da pandemia, mas até que ponto estamos protegendo as crianças?

Senhor Governador minha angústia é pelo seguinte: Sou pedagoga, trabalho meio período, aqui em casa temos o hábito da leitura, internet, notebook, computador de mesa, todos com acesso a internet e todo esse aparato não está sendo suficiente para a educação dos meus filhos que estão em casa, o que me levou a refletir que existem crianças que estão estudando em casa só com uma apostila e que não é completa, mínima e com máximo 10 perguntas, como educadora sei que as crianças precisam de acompanhamento e alguém estimulando eles o tempo todo para realizarem atividades e, como mãe, também tenho a experiência de deixar uma atividade para ser feita e chegar em casa do trabalho e constatar que nada foi feito porque meu filho muitas vezes tem preguiça, isso mesmo, aposto que todos os pais passam o estresse do filho estar com preguiça de fazer atividades.

Quero concluir que eu que tenho tempo disponível, meios de acesso a informação, livros e formação básica na educação, estou com dificuldade, agora imagina aqueles pais que trabalham o dia todo, que muitas vezes sabem o mínimo para ler e escrever, que mal tem dinheiro para comprar alimento. As crianças estão a Deus dará como diz o ditado, e sim eu quero dizer que todas essas crianças no futuro vão concorrer por uma vaga de emprego e de universidade de forma igual, porque vivemos em um país que prega meritocracia, mas como estamos  deixando essa desigualdade acontecer.

Sempre ouvi dizer que ser professor era um ato de amor, ensinar era um ato de luta e que ninguém chega a nenhum lugar sem a educação, antes da pandemia os professores bradavam que a educação era o bem mais importante da sociedade, que a ignorância era uma guerra a ser vencida e que era uma das coisas essênciais da sociedade! Mas ao primeiro despontamento da pandemia as escolas fecharam, os professores se esconderam em suas casas para dar “aula on-line” onde muitos não assistem as aulas e nem realizam as atividades, não assistem, pois não tem um tutor perto para estimular eles a  fazer ou porque não tem acesso, afinal se a criança não se compromete eu não posso cobrar pois ela é uma criança. Eu sou adulta e burlo aula online assim como muitos adultos que fazem cursos online e porque queremos cobrar da criança esse compromisso?

Nossos brandos guerreiros, que tem sindicato forte, não foram à luta pela educação, estão na luta para continuarem bem e aconchegados em suas casas, até porque vivem reclusos, no mercado e em ambientes que eles frequentam não existe corona vírus e eles estão se cuidando.

Ótimo, estão cuidando dos professores e isso é muito bom, mas Governador Mauro Mendes, quando vamos cuidar das crianças do futuro das crianças que estão atrasadas a quase dois anos na escola?


Obs.: eu poderia ficar na minha zona de conforto, afinal eu tenho tempo para ensinar meu filho, tenho meios e amigos professores para tirarem as duvidas deles na hora que eu quiser via whtasApp, mas eu tenho que pensar no coletivo, em todas as crianças, nos amiguinhos e amiguinhas dos meus filhos, eu tenho que pensar no reflexo que isso será daqui 10 anos, não sejamos egoístas e ignorantes, vamos ajudar essas crianças, vamos salvar o futuro delas, vamos enfrentar a convid-19 de frente, tomando as medidas, escalonando, e ensinado, vamos fazer aquilo que nascemos para fazer, mudar a vida dessas crianças….”

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