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Política

Bolsonaristas não precisam se vacinar para acabar com a pandemia

Segundos os especialistas o número de pessoas imunizadas para conter uma epidemia qualquer é de 70 a 75% da população. Considerando que os votos de bolsonaro vieram de uma minoria de 30% (que é mais um dado que se equipara aos petistas que votariam em Lula – como todos os outros se comparamos bolsonaristas e petistas), que se juntaram à outros votos de protestos contra o PT e votos daqueles que não simpatizavam mais “foi o que sobrou”, o “menos ruim” [menos ou igual, como percebemos agora], e que bolsonaro não te mais esse público e perdeu também parte dos 30% que o viram não cumprir promessas [e até mesmo fazer o criticava] deve ter sobrado menos de 25% de terraplanistas, negacionistas, olavistas. Alguns falam em até menos de 20%.

Ou seja, se eles não se vacinarem, antecipando o que previa o filme “Idiocracia”, que mesmo sendo uma ficção científica de humor se parece muito com parte do Brasil atual, é menos que o mínimo que se espera de não-imunizados.

Se formos considerar como aconteceu com o Auxílio-emergencial não duvido que Bolsonaristas sejam os primeiros na fila quando a vacina estiver disponível, sensatez não é algo neles.

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Política

Fundo Eleitoral bilionário é articulação de governo e congresso

Para quem tem memória curta, o mesmo aconteceu na eleição passada (com o mesmo congresso e presidente) … Mas vamos lá “explicar”:

Se o congresso aumentasse o fundo eleitoral para $ 4 bilhões, por exemplo, em qualquer momento (que não houvesse pandemia, combustíveis, gás e alimentos caros, desemprego crescendo há anos e economia pífia) já haveria reclamação. Então, para evitar um veto, é bem mais fácil combinar um valor mais alto, tipo $ 5,7 bilhões, deixar o povo reclamar e depois dizer que é o “mito” fazer um veto e combinar um valor menor, talvez os $ 4 bilhões que eram a intenção. Se funcionou assim nas eleições municipais porque não funcionaria agora?

Mas tem um probleminha, é preciso aprovar o valor alto, se não aprova não tem o que vetar ou sancionar), e por garantia é bom que os deputados e senadores bolsonaristas (políticos exemplo) ajudem garantir a aprovação dos $ 5,7 bi, no nosso “exemplo”, aí que entra filhos de presidente, os patriotas deputados e senadores governistas.

Segue o baile…

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Política

Porque Bolsonaro quer “provar” fraude em eleições de 2014

Para tumultuar é a resposta simples, pois sabe que não vai se reeleger. O motivo de escolher a eleição de 2014 também tem significado: ele não pode dizer que a eleição passada foi fraudada, pois ele se elegeu com ela. Assim ele tumultua a eleição, não aceita o resultado esperado, perder, e mantém a seita bolsonarista ativa para o pós-bolsonaro (conhecido como petismo 2.0).

Se ele tem provas de fraude na de 2014 (que nem o perdedor, Aécio, aceita ter acontecido) deveria apresentar dados efetivos da fraude, mas ele diz querer levar um “hacker do bem” para fazer uma “simulação”, ou seja, não tem provas e a simulação (bolsonaristas vão ignorar isso) mostraria que na dele, Bolsonaro, também pode ter sido feito. Então, digam que foi em 2014.

O voto já é impresso

Qualquer pessoa que não tem como fonte de informação os canais bolsopetistas sabe que o voto é impresso, nos boletins de urna com presença dos fiscais indicados pelos partidos, e a urna não pode ser invadida já que não tem conexão externa (talvez quem acredite em terra plana acredite num tipo de telepatia homem-máquina para aceitar numa invasão), é os dados além de criptografados tem chaves hash para detectar alterações (meio complicado essa parte para todos, mais ainda para bolsonaristas que devem ter achado fraude nas imagens de Jeff Bezos hoje mostrando que a terra é redonda).

A única forma de alterar os resultados seria na contagem nos servidores do TSE, e isso levaria a imaginar que todos os servidores, fiscais, integrantes dos órgãos estariam corrompidos para nenhum denunciar. Sem contar que mais tarde esses dados todos estariam disponibilizados em formato bruto para consulta pública, bastando comparar com os boletins de urna (é claro que muitos já fazem isso e ninguém achou diferença), mas os maus perdedores precisam de uma desculpa.

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Educação

Professora de Nova Mutum publica carta pública à Governador Mauro Mendes sobre volta às aulas

A professora do ensino fundamental do Nova Mutum, Tamara Araújo, não se sentiu confortável com as ações do Governador do Estado de Mato Grosso, Mauro Mendes, quando se trata do acesso à educação durante pandemia, já que elas têm levado à um ensino de baixa qualidade, criando uma fossa entre aqueles que dependem do ensino público e os que têm acesso ao ensino privado.

Diante disso ela decidiu publicar uma carta pública onde explica as dificuldades impostas pelo ensino remoto e as dificuldades que muitos pais tem, alguns sem condições, seja por tempo ou conhecimento, para auxiliarem seus filhos com os conteúdos que lhes são passados.

Vocês podem ler abaixo a carta na íntegra:

Trabalho por amor, onde?

“No inicio da pandemia, em 2020, foi aquele alvoroço de que precisávamos proteger a tudo e todos, eu trabalho na área da educação, fui mandada para ficar em casa, recebi férias, por mim tudo bem, são tempos difíceis. Temos que nos proteger.

Mas o tempo foi passando e nós fomos adequando a esse novo normal, as atividades precisam voltar, não sou ignorante para achar que todo mundo ficando em casa as coisas irão melhorar, não vai, isso é conto de fadas, porque se é para todos ficarem em casa, não me julgo merecedora desse cuidado e o caixa do mercado também não, não sou melhor que ele e nem ninguém, somos iguais. Mas o tempo foi passando e chego aqui neste momento em que estou, abril de 2021, e ontem me questionei o seguinte: os tempos realmente estão muito difíceis, mas estão difíceis mesmo é para as crianças, “temos que nos proteger” era o lema da pandemia, mas até que ponto estamos protegendo as crianças?

Senhor Governador minha angústia é pelo seguinte: Sou pedagoga, trabalho meio período, aqui em casa temos o hábito da leitura, internet, notebook, computador de mesa, todos com acesso a internet e todo esse aparato não está sendo suficiente para a educação dos meus filhos que estão em casa, o que me levou a refletir que existem crianças que estão estudando em casa só com uma apostila e que não é completa, mínima e com máximo 10 perguntas, como educadora sei que as crianças precisam de acompanhamento e alguém estimulando eles o tempo todo para realizarem atividades e, como mãe, também tenho a experiência de deixar uma atividade para ser feita e chegar em casa do trabalho e constatar que nada foi feito porque meu filho muitas vezes tem preguiça, isso mesmo, aposto que todos os pais passam o estresse do filho estar com preguiça de fazer atividades.

Quero concluir que eu que tenho tempo disponível, meios de acesso a informação, livros e formação básica na educação, estou com dificuldade, agora imagina aqueles pais que trabalham o dia todo, que muitas vezes sabem o mínimo para ler e escrever, que mal tem dinheiro para comprar alimento. As crianças estão a Deus dará como diz o ditado, e sim eu quero dizer que todas essas crianças no futuro vão concorrer por uma vaga de emprego e de universidade de forma igual, porque vivemos em um país que prega meritocracia, mas como estamos  deixando essa desigualdade acontecer.

Sempre ouvi dizer que ser professor era um ato de amor, ensinar era um ato de luta e que ninguém chega a nenhum lugar sem a educação, antes da pandemia os professores bradavam que a educação era o bem mais importante da sociedade, que a ignorância era uma guerra a ser vencida e que era uma das coisas essênciais da sociedade! Mas ao primeiro despontamento da pandemia as escolas fecharam, os professores se esconderam em suas casas para dar “aula on-line” onde muitos não assistem as aulas e nem realizam as atividades, não assistem, pois não tem um tutor perto para estimular eles a  fazer ou porque não tem acesso, afinal se a criança não se compromete eu não posso cobrar pois ela é uma criança. Eu sou adulta e burlo aula online assim como muitos adultos que fazem cursos online e porque queremos cobrar da criança esse compromisso?

Nossos brandos guerreiros, que tem sindicato forte, não foram à luta pela educação, estão na luta para continuarem bem e aconchegados em suas casas, até porque vivem reclusos, no mercado e em ambientes que eles frequentam não existe corona vírus e eles estão se cuidando.

Ótimo, estão cuidando dos professores e isso é muito bom, mas Governador Mauro Mendes, quando vamos cuidar das crianças do futuro das crianças que estão atrasadas a quase dois anos na escola?


Obs.: eu poderia ficar na minha zona de conforto, afinal eu tenho tempo para ensinar meu filho, tenho meios e amigos professores para tirarem as duvidas deles na hora que eu quiser via whtasApp, mas eu tenho que pensar no coletivo, em todas as crianças, nos amiguinhos e amiguinhas dos meus filhos, eu tenho que pensar no reflexo que isso será daqui 10 anos, não sejamos egoístas e ignorantes, vamos ajudar essas crianças, vamos salvar o futuro delas, vamos enfrentar a convid-19 de frente, tomando as medidas, escalonando, e ensinado, vamos fazer aquilo que nascemos para fazer, mudar a vida dessas crianças….”

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