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Educação

Cotas: Alunos e movimentos negros querem tribunal racial na USP

Grupos pressionam a Universidade de São Paulo (USP) para adotar ações de “prevenção de fraudes na autodeclaração de pretos e pardo”, para aqueles que tentam entrar nas universidades através do sistema de cotas.

Muitos comparam isso à uma seleção racial como faziam os nazista, que utilizavam outras características, além da cor, para definir uma raça que seria privilegiada, já que a definição do quem é negro ou branco não pode ser feita.

Em muitas famílias, dois filhos de pais miscigenados (caso mais comum no Brasil), acabam tendo aparências diferentes, onde um parece pardo e outro negro, ou algum branco e outro pardo, ou até mesmo em casos mais raros em que um é negro e outro branco.

As cotas raciais nos EUA são um exemplo claro de que as cotas brasileiras são injustas e discriminatórias, enquanto lá, de onde o Brasil “trouxe a ideia”, eles fizeram uma pesquisa para descobrir como poderiam equilibrar o oferecimento de educação entre ricos e pobres e acabaram criando um perfil, que lá eram de negros em sua maioria, mas não só eles; no Brasil essa foi feita simplesmente para negros, não levando em consideração a situação financeira dos brasileiros nesse período; condições financeiras que deveriam ser utilizadas no oferecimento de cotas.

A única forma de definir quem descende de negros seria um exame genético, do DNA,  e rastrear à sua origem africana, o que levaria ao fim das cotas, pois diversos estudos no mundo todo demonstram que praticamente todos tem sua origem naquele continente.

A forma que querem utilizar é comparar a cor de pele, uma coisa praticamente inconcebível dentro dos parâmetros de civilidade de quem não se considera preconceituoso (racista), então, ao criar um sistema para dizer quem é negro ou não é praticamente criar um tribunal racial, que nada difere dos tempos de segregação americanos ou do regime de Apartheid na África do Sul, que apenas pela cor da pele definia seus direitos e deveres.

Até a ideia por si só é ridícula ao falar em prevenção, pois o conceito técnico seria o que citamos sobre a genética, ou talvez eles vão imprimir uma tabela com escalas de cores para aproximar da pele da pessoa e dizer se é ou não negra?

 

 

Obs.: O autor do texto é negro, frequentou apenas escolas públicas e é contra as cotas raciais e a favor das cotas por condições financeiras.

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Educação

Professora de Nova Mutum publica carta pública à Governador Mauro Mendes sobre volta às aulas

A professora do ensino fundamental do Nova Mutum, Tamara Araújo, não se sentiu confortável com as ações do Governador do Estado de Mato Grosso, Mauro Mendes, quando se trata do acesso à educação durante pandemia, já que elas têm levado à um ensino de baixa qualidade, criando uma fossa entre aqueles que dependem do ensino público e os que têm acesso ao ensino privado.

Diante disso ela decidiu publicar uma carta pública onde explica as dificuldades impostas pelo ensino remoto e as dificuldades que muitos pais tem, alguns sem condições, seja por tempo ou conhecimento, para auxiliarem seus filhos com os conteúdos que lhes são passados.

Vocês podem ler abaixo a carta na íntegra:

Trabalho por amor, onde?

“No inicio da pandemia, em 2020, foi aquele alvoroço de que precisávamos proteger a tudo e todos, eu trabalho na área da educação, fui mandada para ficar em casa, recebi férias, por mim tudo bem, são tempos difíceis. Temos que nos proteger.

Mas o tempo foi passando e nós fomos adequando a esse novo normal, as atividades precisam voltar, não sou ignorante para achar que todo mundo ficando em casa as coisas irão melhorar, não vai, isso é conto de fadas, porque se é para todos ficarem em casa, não me julgo merecedora desse cuidado e o caixa do mercado também não, não sou melhor que ele e nem ninguém, somos iguais. Mas o tempo foi passando e chego aqui neste momento em que estou, abril de 2021, e ontem me questionei o seguinte: os tempos realmente estão muito difíceis, mas estão difíceis mesmo é para as crianças, “temos que nos proteger” era o lema da pandemia, mas até que ponto estamos protegendo as crianças?

Senhor Governador minha angústia é pelo seguinte: Sou pedagoga, trabalho meio período, aqui em casa temos o hábito da leitura, internet, notebook, computador de mesa, todos com acesso a internet e todo esse aparato não está sendo suficiente para a educação dos meus filhos que estão em casa, o que me levou a refletir que existem crianças que estão estudando em casa só com uma apostila e que não é completa, mínima e com máximo 10 perguntas, como educadora sei que as crianças precisam de acompanhamento e alguém estimulando eles o tempo todo para realizarem atividades e, como mãe, também tenho a experiência de deixar uma atividade para ser feita e chegar em casa do trabalho e constatar que nada foi feito porque meu filho muitas vezes tem preguiça, isso mesmo, aposto que todos os pais passam o estresse do filho estar com preguiça de fazer atividades.

Quero concluir que eu que tenho tempo disponível, meios de acesso a informação, livros e formação básica na educação, estou com dificuldade, agora imagina aqueles pais que trabalham o dia todo, que muitas vezes sabem o mínimo para ler e escrever, que mal tem dinheiro para comprar alimento. As crianças estão a Deus dará como diz o ditado, e sim eu quero dizer que todas essas crianças no futuro vão concorrer por uma vaga de emprego e de universidade de forma igual, porque vivemos em um país que prega meritocracia, mas como estamos  deixando essa desigualdade acontecer.

Sempre ouvi dizer que ser professor era um ato de amor, ensinar era um ato de luta e que ninguém chega a nenhum lugar sem a educação, antes da pandemia os professores bradavam que a educação era o bem mais importante da sociedade, que a ignorância era uma guerra a ser vencida e que era uma das coisas essênciais da sociedade! Mas ao primeiro despontamento da pandemia as escolas fecharam, os professores se esconderam em suas casas para dar “aula on-line” onde muitos não assistem as aulas e nem realizam as atividades, não assistem, pois não tem um tutor perto para estimular eles a  fazer ou porque não tem acesso, afinal se a criança não se compromete eu não posso cobrar pois ela é uma criança. Eu sou adulta e burlo aula online assim como muitos adultos que fazem cursos online e porque queremos cobrar da criança esse compromisso?

Nossos brandos guerreiros, que tem sindicato forte, não foram à luta pela educação, estão na luta para continuarem bem e aconchegados em suas casas, até porque vivem reclusos, no mercado e em ambientes que eles frequentam não existe corona vírus e eles estão se cuidando.

Ótimo, estão cuidando dos professores e isso é muito bom, mas Governador Mauro Mendes, quando vamos cuidar das crianças do futuro das crianças que estão atrasadas a quase dois anos na escola?


Obs.: eu poderia ficar na minha zona de conforto, afinal eu tenho tempo para ensinar meu filho, tenho meios e amigos professores para tirarem as duvidas deles na hora que eu quiser via whtasApp, mas eu tenho que pensar no coletivo, em todas as crianças, nos amiguinhos e amiguinhas dos meus filhos, eu tenho que pensar no reflexo que isso será daqui 10 anos, não sejamos egoístas e ignorantes, vamos ajudar essas crianças, vamos salvar o futuro delas, vamos enfrentar a convid-19 de frente, tomando as medidas, escalonando, e ensinado, vamos fazer aquilo que nascemos para fazer, mudar a vida dessas crianças….”

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Educação

Congresso aprova Fundeb, após ignorância do governo federal

O congresso aprovou ontem o novo Fundeb, que vencia no final do ano, que destina recursos para praticamente todos os setores da educação. Mas, quase como no caso da Reforma Tributária, o fez sozinho já que o governo, de quem é a responsabilidade de uso do fundo, não contribuiu.

O motivo do “desinteresse” do governo se deve principalmente pela atuação [não atuação] do antigo ministro da educação, Weintraub. É um caso, raro, onde devemos agradecer ao congresso por não ser tão inerte.

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Educação

Abraham Weintraub “engole sapo” e vai aceitar “bicho papão” no ministério

Abraham Weintraub está tendo de “engolir um sapo gigante” ao ter de aceitar um indicado do Partido Progressista (sócio do PT no mensalão) e de Bolsonaro no Ministério e, pior, no FNDE, que gere praticamente todo recurso do orçamento destinado à educação.

Weintraub, o Olavista, que trata o comunismo como um “monstro” que bate todo dia à nossas portas ao defender o governo à todo custo com a ameaça do que “eles” [comunistas] querem tomar o poder, está aceitando calado Marcelo Lopes da Ponte, ex-chefe de gabinete do senador Ciro Nogueira. Ao contrário de outros ministros, que não agiam extremadamente, e saíram ao ver que o governo não age de acordo com o que pregava.

Claro, Abraham Weintraub para não perder o cargo no Ministério da Educação vai fazer o que foi MANDADO e ter de engolir seu discurso extremista com a “oposição”, que agora faz parte do governo e de sua pasta e, CLARO TAMBÉM, os bolsonaristas [vulgo gados] vão ignorar o que chamavam de velha política e ver os partidos que saquearam o país ganhando cargos “à rodo” em troca de “Não’s” em pedidos de impeachment.

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