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Justiça

Diretor da OMS não é médico?

O, antes quase desconhecido no Brasil, Tedros Adhanom Ghebreyesus, atual diretor da OMS, tornou-se uma das figuras mais vistas nas TVs mundiais depois do início da epidemia de Coronavírus, ainda na China.

Mas uma afirmação sobre o Tedros, que tomou as redes sociais, nesse caso somente entre extremistas brasileiros, é sobre a sua formação. Usando isso para dizer que ele está errado sobre o perigo da doença.

Antes de informar se ele é ou não médico, devemos pensar numa questão, que é mais importante nesse caso, a de narrativas. A cobrança dele ser ou não médico era feita para desqualificá-lo na função, cobrança essa feita de pessoas que defendiam a posição de Bolsonaro. Contudo, essas mesmas pessoas, que sem formação nenhuma encheram as redes sociais de falácias e estatísticas notadamente furadas, informações falsas, teorias conspiratórias animalescas, ignoraram o fato que Bolsonaro  não tem formação nenhuma na área médica e, pior, ao contrário de Tedros, ignorava os especialistas que o cercam, como o Ministro da Saúde.

Bom, a OMS (Organização Mundial de SAÚDE), não é uma Organização Mundia de Médicos, e ao contrário do que pensam os palpiteiros de internet, a área médica não é formada apenas por médicos [a cartilha olavista não ensina pensar logicamente, alguns podem ter se perdido aqui], é mais comum em laboratórios de pesquisas médicas encontrar, as vezes mais, profissionais de outras áreas, como nas de Biologia, Química, etc.

Para infelicidade de quem pretendia forçar uma narrativa ideológica, ao estilo Ciro Gomes [minto, as pessoas não vão ter onde confirmar na hora para contestar],  o chefe da OMS, Tedros é PhD (doutor) em medicina comunitária pela Universidade de Nottingham e mestre (MsC) em imunologia de doenças infecciosas pela Universidade de Londres. Ou seja, uma pessoa mais que indicada para tratar desse assunto.

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Justiça

Bruno Salles diz na CNN que Lava-Jato trouxe prejuízos ao Brasil

Durante o quadro Grande Debate, na rede de TV CNN Brasil, mediado pela jornalista Monalisa Perrone e Caio Junqueira, Bruno Salles, que discutia com a advogada Gisele Soares, disse literalmente e por mais de uma vez que a operação Lava-Jato trouxe prejuízos ao país, usando como “argumento” os dados de recuperação de valores dos crimes e os prejuízos que trouxe às empresas envolvidas nesses crimes.

Gisele Soares defendeu a Lava-Jato, o que não esperávamos, já que fazendo a defesa sempre intrínseca do governo Bolsonaro [que de combate a corrupção nunca teve nada – e olha que devem estar olhando positivamente o ataque de Aras] se esperaria que fosse também na linha de Bruno, claramente de esquerda [que como os bolsonaristas não gostam muito que se investiguem os crimes de quem simpatizam].

Salles chegou ao absurdo de dizer que ações como foram as da Lava-Jato criavam mais crimes.

Considerando a “lógica” de Bruno Salles, não deveríamos combater os crimes, como tráfico de drogas [grave como os crimes de corrupção] pois ele gera “empregos”, mesmo informais, suas “empresas/facções/cartéis” movimentam dinheiro também ilegalmente, pagam suborno e geram desigualdades e crimes associados.

Com certeza foi um PEQUENO debate, ou melhor, baixo debate.

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Justiça

Augusto Aras e André Mendonça eram a favor de inquérito do STF antes dele atingir apoiadores de Bolsonaro

Augusto Aras ao assumir a PGR se colocou à favor do “inquérito das fake-news” aberto pelo STF, da mesma forma agiu André Mendonça quando ainda era da Advogado Geral da União, encaminhando manifestação ao Tribunal com o aval do órgão. Na época dizia-se que o inquérito visava pessoas que faziam ataques à atuação da corte sobre casos da Lava-Jato.

No entanto, no dia de ontem os dois mudaram de posição quando a Polícia Federal fez buscas e apreensões em políticos [lembremos da mensagem com link que Bolsonaro enviou à Moro sobre “Motivos para troca”], empresários [um deles dono de rede de academias, categoria criticada por ter sido colocada como serviços essencialis por Bolsonaro para abrir durante pandemia] como financeiros da rede de fake-news e de blogueiros alinhados ao governo, alguns deles com ameaças que extrapolavam as de ações políticas ou jurídicas.

Aras, já foi criticado por supostamente ter uma alinhamento “à esquerda”, tanto que recebeu elogios ao ser chamado por Bolsonaro pela petista Gleisi Hoffmann, enquanto Mendonça [chamado para a vaga deixada por Moro], que escreveu livro sobre Dias Toffoli, artigo para jornal com elogios à eleição de Lula, também chamou Bolsonaro de “profeta” em sessão de posse.

Hoje, deputados falam em abrir processo por improbidade administrativa por ter entrado com habeas corpus no supremo em favor de Abraham Weintraub depois desse ser intimado à prestar depoimento por frases ditas durante a reunião contra o STF. Como sendo um caso pessoal, não é função do ministro fazê-lo.

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Justiça

Novo Ministro da Justiça publicava artigos em apoio a eleição de Lula

O novo Ministro da Justiça de Bolsonaro, André Luiz Mendonça, publicou textos em que defendeu a eleição de Lula. Não é o primeiro simpatizante da esquerda que Bolsonaro elege, o procurador Augusto Aras foi até elogiado por Gleisi Hoffmann pela escolha pelo presidente. Bolsonaro que na maioria das vezes votou em pautas apoiadas pela esquedas enquanto deputado é apenas mais um político, que tem seus aliados de acordo com a conveniência.

Se Mendonça sempre faz isso com todos os que estão hierarquicamente acima dele [entendam como quiser] não se sabe, mas uma coisa é certa, ao defender a eleição de Lula como “simbolo da liberdade / sistema do povo” [discurso literalmente esquerdista], quando a maioria com um pouco de informação já sabiam quem Lula era [e se provou pior] ele não parece ter muito “percepção” de caráter [errar mais de uma vez no mesmo tipo de escolha], ou tem e se aproveita disso.

 

Atualização: A nomeação de Mendonça vou comemorada por vários políticos de esquerda e elogia por Gilmar Mendes.

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