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Economia

EUA podem não devolver multa bilionária da Petrobrás se instituto do MPF não for criado

A Petrobras se obrigou perante autoridades norte-americanas a pagar multa substancial em razão de ofensa à lei daquele país pelos crimes identificados pela Operação Lava Jato.

No acordo feito com a justiça americana 80% desse valor, que corresponde à R$ 2,5 bilhões, poderiam ficar no Brasil. Esse valor foi estabelecido para que a justiça americana, país onde também existem acionistas da empresa, não fosse julgada pelos crimes, o que poderia sair ainda mais caro e levar à anos e caríssimos processos. Ou seja, o cidadão brasileiro, já que a maior acionista da Petrobrás é a União (nós), pagará pelos crimes cometidos pelos núcleos políticos que envolviam principalmente o PT e PP, mas em menor proporção à todos os partidos.

Também, é parte acordada que metade desse valor, R$ 1,25 Bilhão, sejam mantidos em conta para possível indenização à prejudicados e que outra parte, no mesmo valor, seja utilizada em algum instituição, motivo que levou o Ministério Público Federal sugerir, seguindo orientação da justiça americana quanto ao tipo de uso do dinheiro, criar uma instituição para gerir projetos sociais e de educação e proteção contra a corrupção.

Logo após o anúncio da criação da instituição, feito entre justiça americana e Petrobrás, e não com o Ministério Público Federal, várias pessoas que geralmente tecem críticas quanto a atuação da Lava Jato, vieram a público atacar a ideia, entre eles ministros do STF, Lula através de seus advogados de defesa e até mesmo da Procuradora Geral da República, Raquel Dogde, que dessa vez foi rápida em abrir um procedimento para impedir que o MPF/Lava Jato tivesse acesso aos recursos, que seriam geridos por terceiros com a garantia apenas que o MPF tivesse uma cadeira no conselho para acompanhar a atuação da futura entidade.

Raquel Dodge ao STF disse acreditar que o dinheiro deva voltar aos cofres federais para que esse defina como ele deva ser utilizado.

Para finalizar o MPF/Lava Jato desistiu dessa intenção, percebendo claramente a posição do STF que recebia o pedido de Dodge. Com isso, o acordo com a justiça americana foi quebrado e eles podem cobrar integralmente o valor, já que segundo a legislação americana essa parte do valor não pode ser revertida em favor da empresa (sócios ou acionistas) envolvida em corrupção, e como o governo federal é a maior acionista da Petrobras, o dinheiro não poderá, como sugere Dodge, STF e todos os críticos da Lava Jato, voltar para os cofres públicos e sim ser remetido como pagamento da multa lá nos EUA.

Leia Mais:
Raquel Dodge quer impedir que dinheiro de corrupção seja usado em projetos sociais pelo MPF
Lula e STF não querem que dinheiro da corrupção seja investido em projetos sociais

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Economia

Bolsonaro faz discurso de esquerda na Ceagesp

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Bolsonaro foi a Ceagesp hoje inaugurar um relógio, fazendo uma enorme aglomeração com ele sem máscara e todos no palco, e muitos no público, enquanto a pandemia, que eles diz estar no “finalzinho”, cresce exponencialmente.

Bolsonaro, contrariando os discursos liberais de campanha falou ao público lembrando, sem por nem tirar como o ex-presidente Lula. Populista, corporativista, socialista. Foi um discurso PURAMENTE DE ESQUERDA. Por votos vale tudo né? e ele está desesperado por eles, já que a “CMPF” nova não sai para pagar a versão do bolsa-família que ele precisa antes de 2022.

Não assistiu? fica aí o vídeo, só não se engane, é Bolsonaro sim, não é Lula [apesar que só o nome difere].

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Economia

Mais impostos para Brasileiros, menos impostos para estrangeiros

No mesmo dia que Bolsonaro promove isenção de impostos para importação de armas de fogo, beneficiando empresas estrangeiras, Paulo Guedes volta a falar em acabar com subsídios à empresas brasileiras, ou seja, mais impostos para para essas empresas.

Bolsonaro, o “patriota” e suas “prioridades”.

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Economia

Bolsonaro quer importar arroz e prejudicar produtores brasileiros

Diante do aumento de preços nos produtos básicos, entre ele o arroz, Bolsonaro decidiu que vai importar arroz para forçar a redução do produto no Brasil. Essa medida populista, que lembra os governos petistas/dilmistas [todo o governo de Bolsonaro é similar aos dos petistas, nas coisas morais, éticas, legais, ilegais e nas que não são assim], vai acabar prejudicando produtores brasileiros de arroz [forçando a baixa] que vêem com esse aumento uma forma de recuperar com exportações as perdas passadas.

Bolsonaristas batem palmas [exceto os bolsonaristas que produzem arroz – que talvez deixem de ser bolsonaristas] ignorando as críticas que fazem aos governos estrangeiros que tomam tal estratégia prejudicando outros países [não o deles como é o caso], como a China [ignoram o EUA – geralmente com a soja].

Apesar de ser tradicional na culinária brasileira, as pessoas podem aprender a substituir o arroz com outros produtos que não tiveram aumento, sem consequências à saúde, da pessoa e da economia do país [que tem reflexos diretos na saúde econômica e biológicas dessas mesmas pessoas]. Se eles querem pagar caro pelo nosso arroz, agora, deixe que paguem [ou parem de reclamar de ações semelhantes quando a venda é para o Brasil] e aguardem o mercado voltar ao normal, a própria redução das vendas dentro do país vai garantir isso.

Claro que eles, e os produtores, sabem que essa alta não é algo que vai se manter, não precisa de tal atitude [ou será que Guedes não sabe e age como Ciro Gomes jogando números ao vento? ou mais uma vez se cala e se rende ao populismo de Bolsonaro que jogou nele a culpa de não conseguir apoio no congresso para aprovar novo imposto e então atrasar o lançamento do Bolsa Família Bolsonarista turbinado com dinheiro do cidadão economicamente ativo?]

Bolsonaristas que compartilham teorias loucas de conspiração no “zap do Bolsonaro”, mesmo sendo boa parte do que compartilham ações criadas pelo próprio Bolsonaro, não conseguem [querem] perceber uma coisa tão básica, clara, transparente [que nem se enquadra em teoria pois já são fatos], simplesmente porque se comportam como os petistas, que continuam a xingar, chamar de comunistas, socialistas, enquanto o governo [aliado aos corruptos que antes xingavam], toma atitude essas ações comunistas/socialistas.

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