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O “tamanho do problema” não é na educação, é sujar o currículo sendo ministro de Bolsonaro

Bolsonaro declarou essa semana que a dificuldade de escolher um novo Ministro da Educação, já que muitos não estão aceitando o convite [algo quase que inédito no Brasil]. “Todos são excelentes currículos, mas quando veem o tamanho do problema declinam”, disse o presidente.

Mas o motivo não é a dificuldade em gerir um ministério tão importante e complexo como é o da Educação [Tanto que Feder disse que iria e já não mais] mas sim ter de criar importantes e esperadas mudanças para que o Brasil saia das últimas posições na qualidade de ensino e ainda assim sem chamar muita a atenção já que isso pode machucar o ego do chefe, sem ter de ficar “puxando saco em público” ou fazendo campanha com teorias da conspiração da rede de apoio de Bolsonaro, uma minoria que quase em sua totalidade dão ouvidos à um cidadão que não mora no país há décadas e acredita que o planeta não é redondo, não acredita na ciência ou que o coronavírus é uma farsa internacional.

E não basta ser técnico e experiente em educação ou gestão, o que daria um capital político excepcional para qualquer governante em qualquer país que fosse, já que o importante é satisfazer os três filhos e o ex-petista, astrólogo residente da Virgínia, pois se não seguir a cartilha da paranoia vai virar alvo do tal “gabinete”.

Todos os ministros de Bolsonaro que caíram [que não saíram por opção] foram por ter extrapolado todos limites que outros órgãos ou a sociedade ainda tinha. Wintraub, por exemplo, que as vezes a gente discute a sanidade por certas atitudes, sempre seguiu a cartilha olavista, por isso mesmo sendo rejeitado por todas ideologias políticas [até mesmo por aliados de Bolsonaro] continuou no ministério para satisfazer aquela minoria.

Uma coisa fica clara, qualquer pessoa que se aproxime de Bolsonaro, mesmo com boa intenção, sairá “manchado”, é um ponto negativo, que nem se coloca no currículo. Pois, se segue o que ele diz, seja na Educação ou na Saúde por exemplo, será para satisfazer os paranoicos e com isso sendo interpelado pela justiça [como já está Salles, e merecidamente] e rejeitado pela maioria absoluta dos cidadãos; se não faz acabará saindo “empurrado para fora” e acabará sendo pessoal ou politicamente atacado pela “rede de apoio” que ele cita [e acredito que seja parte dela que o Facebook/Instagram derroubou hoje], que não poupa nem parentes. Ou seja, onde passa deixa terra arrasada e reputações destruídas. Infelizmente isso agora acontece em nível nacional.

Pode estar difícil encontrar alguém que seja qualificado o suficiente e ainda assim paranoico o suficiente para atender a seita olavista [algo que não se encontra em uma só pessoa, pois são características conflitantes] mas pelo menos o MEC sem ministro ainda está melhor sem Weintraub.

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Exclusiva com Yngrid Pinto

A ativista Yngrid Pinto foi se tornando popular na região de Serra/ES devido a sua notável atuação. Ela atua no combate a violência contra as mulheres, políticas para jovens e inúmeros projetos sociais.

Ativista Yngrid Pinto

A ativista Yngrid Pinto foi se tornando popular na região de Serra/ES devido a sua notável atuação. Yngrid é moradora do bairro de Valparaíso e suas prioridades são: atendimento segmentado das mulheres com qualidade, fortalecimento da participação dos jovens na busca da formação de qualidade e primeiro emprego, efetivando a participação do cidadão de maneira concreta. Finalista dos prêmios “Mulheres do Amanhã” e “Boas Práticas” (Amunes). Yngrid abriu processo administrativo para os secretários de Obras e de Desenvolvimento Urbano para facilitar o acesso de mulheres à delegacia. Também abraçou a iniciativa da “Mulheres por Elas” para arrecadar kits de higiene para mulheres vulneráveis com o apoio do grupo “Maria Vamos Juntas” que é idealizadora.

Yngrid Pinto na premiação 'Mulheres do Amanhã'

1- O que te motivou solicitar melhorias em torno da Delegacia da Mulher no Município de Serra/ES?
Em janeiro de 2017 a Delegacia da Mulher (DPAM) que funcionava no bairro Laranjeiras passou a funcionar em Boa Vista II junto ao Pátio de Vistoria do Detran, atrás do Apart Hospital. Isso dificultou de forma demasiada o acesso das mulheres para registrar o boletim de ocorrência (BO), isso porque a localização anterior era próximo do terminal rodoviário e próximo do maior polo comercial de Serra, ou seja, lugar de fácil acesso e com fluxo de pessoas. Hoje, a DPAM fica em um bairro adjacente ao Jardim Carapina que está no ranking dos bairros mais inseguros do município, o local além de Ermo, não possui placas de sinalização, tão pouco faixa de pedestre e nem calçada. Sabendo que o número de violência e feminicídio aumenta de maneira desordenada, abri um processo administrativo através de ofício solicitando melhorias no entorno da delegacia. Porém, o objetivo principal é abrir diálogo para uma futura transferência.

2- As solicitações foram atendidas por completo?
Não. Atendeu apenas as faixas de pedestres porque conforme o parecer técnico da prefeitura de Serra/ES só há possibilidade de implantação em frente à Delegacia, segundo o executivo, conforme projeto. Nas outras vias solicitadas, eles informaram que as faixas não possuem calçadas em ambos os lados ou estão irregulares (a calçada é de responsabilidade do proprietário do imóvel), sendo essa uma das condições necessárias para a implantação de faixa de pedestres. Quanto a placa indicativa com a informação de localização da Delegacia da Mulher, alegam que o local adequado para instalação da mesma seria na BR-101 (Reta do Aeroporto), sendo esta de responsabilidade da Concessionária ECO-101.

3- Na sua opinião, quais foram as dificuldades encontradas para atender as demandas de acessibilidade?
As dificuldades encontradas foram a falta de celeridade de despachar o processo, demoraram 8 meses para fornecer um parecer técnico, e, a terceirização de responsabilidades. Mesmo que o melhor local seja na BR-101, uma placa poderia ser colocada na rua do Apart Hospital. Com relação a calçada, é de responsabilidade do proprietário, contudo é um projeto de acessibilidade para os pedestres, sobretudo as pessoas com deficiência, gestantes e idosos. Ele prevê a padronização das calçadas, visando a mobilidade com segurança pela cidade, conforme determinam as legislações federal e municipal. Cabe ao executivo trabalhar junto aos moradores para construir, recuperar e manter calçadas sem empurra-empurra.

4- Você é idealizadora do @mariavamosjuntas, quais são os principais objetivos do grupo?
SO Maria Vamos Juntas tem o objetivo de combater a violência doméstica e o feminicídio, bem como, fomentar políticas públicas para as mulheres. Somos um grupo de amigas que nos unimos para prestar serviços voluntários como assessoria jurídica, psicologia e social.

Material informativo de Yngrid PintoEvolução dos crimes contra as mulheres no material de Yngrid PintoCampanha disque 180 Campanha 180 do Maria Vamos Juntas de Yngrid Pinto

5- Além das melhorias para delegacia da mulher, quais foram suas iniciativas junto a prefeitura de Serra, nesse período, para minimizar os impactos da pandemia na vida das mulheres?

O isolamento social em decorrência pela pandemia do COVID-19 traz a tona de forma potencializada indicadores preocupantes sobre violência doméstica e familiar contra as mulheres. Segundo nota técnica do fórum anual de segurança pública, no Brasil, o número de denúncias reduziu em 8,6% comparando março de 2019 a março de 2020, demostrando claramente que o isolamento social dificulta a busca por ajuda. A Secretaria de Saúde da Serra e a Secretaria de Defesa Social fizeram algumas ações como entregas de kits de limpeza e blitz informativa. Sugeri para a Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres do Município que abrisse diálogo com essas secretarias, objetivando unir ações para entregar materiais como cartilhas informativas de onde procurar ajuda, com endereços, telefones, sites e links, como o da delegacia online no site da SESP e site da Defensoria Pública para solicitar medida protetiva de urgência. Além disso, solicitei castazes para fixar nas unidades de saúde e demais locais públicos onde oferecem serviços da prefeitura. Ademais, através do projeto Maria Vamos Juntas, arrecadamos cestas básicas, kits de limpeza e absorventes. Orientamos sobre o que fazer diante da violência doméstica, onde procurar ajuda e sobre pobreza menstrual e saúde da mulher durante as ações de entrega.

Campanha de conscientização sobre coronavírusYngrid Pinto e Gustavo PeixotoEndereços e telefones dos órgãos de proteção as mulheresEndereços e telefones dos órgãos de proteção as mulheres

6- Diante das suas ações e projetos, o que você espera de efetivação de políticas públicas para mulheres a partir de 2021?
Estamos bem próximos das eleições municipais, o maior desafio vai ser aumentar nossa representatividade no executivo e legislativo. Apoiar candidaturas femininas é acreditar na política como ferramenta para melhorar a vida das pessoas.

A importância do disque 180 em tempos de pandemia

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Justiça

Bruno Salles diz na CNN que Lava-Jato trouxe prejuízos ao Brasil

Durante o quadro Grande Debate, na rede de TV CNN Brasil, mediado pela jornalista Monalisa Perrone e Caio Junqueira, Bruno Salles, que discutia com a advogada Gisele Soares, disse literalmente e por mais de uma vez que a operação Lava-Jato trouxe prejuízos ao país, usando como “argumento” os dados de recuperação de valores dos crimes e os prejuízos que trouxe às empresas envolvidas nesses crimes.

Gisele Soares defendeu a Lava-Jato, o que não esperávamos, já que fazendo a defesa sempre intrínseca do governo Bolsonaro [que de combate a corrupção nunca teve nada – e olha que devem estar olhando positivamente o ataque de Aras] se esperaria que fosse também na linha de Bruno, claramente de esquerda [que como os bolsonaristas não gostam muito que se investiguem os crimes de quem simpatizam].

Salles chegou ao absurdo de dizer que ações como foram as da Lava-Jato criavam mais crimes.

Considerando a “lógica” de Bruno Salles, não deveríamos combater os crimes, como tráfico de drogas [grave como os crimes de corrupção] pois ele gera “empregos”, mesmo informais, suas “empresas/facções/cartéis” movimentam dinheiro também ilegalmente, pagam suborno e geram desigualdades e crimes associados.

Com certeza foi um PEQUENO debate, ou melhor, baixo debate.

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Economia

Banco do Brasil vende carteira ao BTG Pactual por 12% do valor

O Bando do Brasil está tendo de se explicar porque vendeu uma carteira avaliada em R$ 2.9 bilhões por apenas R$ 371 milhões ao Banco BTG Pactual.

Tudo acontece quando há uma debandada de integrantes de alto escalão de órgãos ligados ao Ministério da Economia [que nega] mas é reforçado pela declaração de ontem do atual presidente do BB, Rubem Novaes, que pediu demissão e vai sair ao findar o mês de julho. Ele disse “não se adaptar à cultura de privilégios, compadrio e corrupção em Brasília.

Ou seja, nada diferente da época petista.

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