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Educação

Polêmica: Governo manda analisar questões do ENEM

A pedido do governo federal o INEP criou hoje, 20, uma comissão que vai analisar as questões que vinham sendo aplicadas no ENEM, considerada por muitos pouco acadêmica e mais ideológica.

O grupo terá um prazo de apenas 10 dias para apresentar um relatório, que não será divulgado, e usado pelo governo para decidir sobre a direção que será dada as provas daqui em diante.

Umas das intenções claramente já ditas por Bolsonaro ainda durante a campanha eleitoral é eliminar itens que aborem desnecessariamente a ideologia de gênero, como o texto sobre o tal “dialeto gay” utilizado na última prova aplicada.

 

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Educação

Professora de Nova Mutum publica carta pública à Governador Mauro Mendes sobre volta às aulas

A professora do ensino fundamental do Nova Mutum, Tamara Araújo, não se sentiu confortável com as ações do Governador do Estado de Mato Grosso, Mauro Mendes, quando se trata do acesso à educação durante pandemia, já que elas têm levado à um ensino de baixa qualidade, criando uma fossa entre aqueles que dependem do ensino público e os que têm acesso ao ensino privado.

Diante disso ela decidiu publicar uma carta pública onde explica as dificuldades impostas pelo ensino remoto e as dificuldades que muitos pais tem, alguns sem condições, seja por tempo ou conhecimento, para auxiliarem seus filhos com os conteúdos que lhes são passados.

Vocês podem ler abaixo a carta na íntegra:

Trabalho por amor, onde?

“No inicio da pandemia, em 2020, foi aquele alvoroço de que precisávamos proteger a tudo e todos, eu trabalho na área da educação, fui mandada para ficar em casa, recebi férias, por mim tudo bem, são tempos difíceis. Temos que nos proteger.

Mas o tempo foi passando e nós fomos adequando a esse novo normal, as atividades precisam voltar, não sou ignorante para achar que todo mundo ficando em casa as coisas irão melhorar, não vai, isso é conto de fadas, porque se é para todos ficarem em casa, não me julgo merecedora desse cuidado e o caixa do mercado também não, não sou melhor que ele e nem ninguém, somos iguais. Mas o tempo foi passando e chego aqui neste momento em que estou, abril de 2021, e ontem me questionei o seguinte: os tempos realmente estão muito difíceis, mas estão difíceis mesmo é para as crianças, “temos que nos proteger” era o lema da pandemia, mas até que ponto estamos protegendo as crianças?

Senhor Governador minha angústia é pelo seguinte: Sou pedagoga, trabalho meio período, aqui em casa temos o hábito da leitura, internet, notebook, computador de mesa, todos com acesso a internet e todo esse aparato não está sendo suficiente para a educação dos meus filhos que estão em casa, o que me levou a refletir que existem crianças que estão estudando em casa só com uma apostila e que não é completa, mínima e com máximo 10 perguntas, como educadora sei que as crianças precisam de acompanhamento e alguém estimulando eles o tempo todo para realizarem atividades e, como mãe, também tenho a experiência de deixar uma atividade para ser feita e chegar em casa do trabalho e constatar que nada foi feito porque meu filho muitas vezes tem preguiça, isso mesmo, aposto que todos os pais passam o estresse do filho estar com preguiça de fazer atividades.

Quero concluir que eu que tenho tempo disponível, meios de acesso a informação, livros e formação básica na educação, estou com dificuldade, agora imagina aqueles pais que trabalham o dia todo, que muitas vezes sabem o mínimo para ler e escrever, que mal tem dinheiro para comprar alimento. As crianças estão a Deus dará como diz o ditado, e sim eu quero dizer que todas essas crianças no futuro vão concorrer por uma vaga de emprego e de universidade de forma igual, porque vivemos em um país que prega meritocracia, mas como estamos  deixando essa desigualdade acontecer.

Sempre ouvi dizer que ser professor era um ato de amor, ensinar era um ato de luta e que ninguém chega a nenhum lugar sem a educação, antes da pandemia os professores bradavam que a educação era o bem mais importante da sociedade, que a ignorância era uma guerra a ser vencida e que era uma das coisas essênciais da sociedade! Mas ao primeiro despontamento da pandemia as escolas fecharam, os professores se esconderam em suas casas para dar “aula on-line” onde muitos não assistem as aulas e nem realizam as atividades, não assistem, pois não tem um tutor perto para estimular eles a  fazer ou porque não tem acesso, afinal se a criança não se compromete eu não posso cobrar pois ela é uma criança. Eu sou adulta e burlo aula online assim como muitos adultos que fazem cursos online e porque queremos cobrar da criança esse compromisso?

Nossos brandos guerreiros, que tem sindicato forte, não foram à luta pela educação, estão na luta para continuarem bem e aconchegados em suas casas, até porque vivem reclusos, no mercado e em ambientes que eles frequentam não existe corona vírus e eles estão se cuidando.

Ótimo, estão cuidando dos professores e isso é muito bom, mas Governador Mauro Mendes, quando vamos cuidar das crianças do futuro das crianças que estão atrasadas a quase dois anos na escola?


Obs.: eu poderia ficar na minha zona de conforto, afinal eu tenho tempo para ensinar meu filho, tenho meios e amigos professores para tirarem as duvidas deles na hora que eu quiser via whtasApp, mas eu tenho que pensar no coletivo, em todas as crianças, nos amiguinhos e amiguinhas dos meus filhos, eu tenho que pensar no reflexo que isso será daqui 10 anos, não sejamos egoístas e ignorantes, vamos ajudar essas crianças, vamos salvar o futuro delas, vamos enfrentar a convid-19 de frente, tomando as medidas, escalonando, e ensinado, vamos fazer aquilo que nascemos para fazer, mudar a vida dessas crianças….”

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Educação

Congresso aprova Fundeb, após ignorância do governo federal

O congresso aprovou ontem o novo Fundeb, que vencia no final do ano, que destina recursos para praticamente todos os setores da educação. Mas, quase como no caso da Reforma Tributária, o fez sozinho já que o governo, de quem é a responsabilidade de uso do fundo, não contribuiu.

O motivo do “desinteresse” do governo se deve principalmente pela atuação [não atuação] do antigo ministro da educação, Weintraub. É um caso, raro, onde devemos agradecer ao congresso por não ser tão inerte.

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Educação

Abraham Weintraub “engole sapo” e vai aceitar “bicho papão” no ministério

Abraham Weintraub está tendo de “engolir um sapo gigante” ao ter de aceitar um indicado do Partido Progressista (sócio do PT no mensalão) e de Bolsonaro no Ministério e, pior, no FNDE, que gere praticamente todo recurso do orçamento destinado à educação.

Weintraub, o Olavista, que trata o comunismo como um “monstro” que bate todo dia à nossas portas ao defender o governo à todo custo com a ameaça do que “eles” [comunistas] querem tomar o poder, está aceitando calado Marcelo Lopes da Ponte, ex-chefe de gabinete do senador Ciro Nogueira. Ao contrário de outros ministros, que não agiam extremadamente, e saíram ao ver que o governo não age de acordo com o que pregava.

Claro, Abraham Weintraub para não perder o cargo no Ministério da Educação vai fazer o que foi MANDADO e ter de engolir seu discurso extremista com a “oposição”, que agora faz parte do governo e de sua pasta e, CLARO TAMBÉM, os bolsonaristas [vulgo gados] vão ignorar o que chamavam de velha política e ver os partidos que saquearam o país ganhando cargos “à rodo” em troca de “Não’s” em pedidos de impeachment.

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