Pois isso aconteceu com a Deputada Maria do Rosário que reconheceu que a Lei de Alienação Parental da qual foi relatora, foi um erro. Hoje, a deputada se posiciona contra a Lei de Alienação Parental – LAP.
A LAP é tão absurda que conseguiu algo raro: uniu políticos da direita e esquerda em favor da revogação.
A alienação parental foi uma tese levantada pelo Richard Garner para defender pedófilos. Richard Garner defendia que iniciação sexual das crianças se dava com adultos.
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Sendo assim, já que pedofilia é crime, criou-se um mecanismo para anular quem geralmente dá voz aos relatos da criança e busca a justiça, ou seja, as mães!
A Lei de Alienação Parental é pautada em teses que não tem respaldo científico, coloca mães como revanchistas cujo o propósito de vida é se vingar do ex por não aceitar a separação criando falsas memórias como forma de manipulação.
Nem configurar mães desta maneira quanto se valer do argumento das “falsas memórias” tem embasamento científico. São teorias rechaçadas pelo próprio Conselho Federal da Psicologia que se colocou a favor da revogação da LAP, assim como a ONU, Conanda, OEA, Defensoria Pública, DPU, IPUB, Abrasco, Corte Interamericana, Conselho Nacional de Saúde, CFESS, CNDM, CNDH, Ammbrar, Educação sem Traumas e outros.
Daniela Schwery da Educação sem Traumas denunciou em Audiência Pública do Ministério Público Federal os laudos medíocres produzidos por pseudo profissionais que se guiam por teorias infundadas como a de Freud que versa erroneamente sobre papéis e ignora a teoria do apego seguro que é cientificamente comprovada.
Daniela diz que a OAB está a serviço dos escritórios e não da sociedade, portanto privilegia o lobby que lucra em cima do sofrimento humano e não do tal do “melhor interesse da criança”. Para tanto, contam com a IBDFAM que tem em seu leque de apoiadores diversos escritórios que enchem os bolsos com causas da família. Alguns apoiadores da IBDFAM são Trench, Rossi e Watanabe, Demarest, Pinheiro Neto, e Machado, Meyer, Sendacz e Opice e contam com advogados que atuam em comissões como a de magistrados.
É realmente alarmante que advogados da família que defendem os interesses dos clientes também estejam presentes em comissões dos magistrados que dão sentenças para os clientes dos escritórios ligados a IBDFAM.
Então, ocorre situações desumanas de crianças narrarem abusos que sofreram e dizer que só estão falando isso porque a mãe colocou falsas memórias na cabeça da criança e está processando o ex por vingança. Então, a mãe que está tentando fazer alguma coisa pra proteger a sua criança perde a guarda com base na LAP, a criança é retirada da mãe como de fosse um objeto por meio de busca e apreensão aos berros, chorando, passando mal e jogadas no colo do abusador com o aval do IBDFAM que endossa tal prática pois isso gera lucro.
A LAP vai mais além no seu rastro de destruição.
- O pai não quer pagar pensão, alega alienação parental.
- A criança não quer contato com o pai e é submetido as visitas forçadas, o pai alega alienação parental.
- O pai sumiu, diz que a ex foi culpada, alega alienação.
- E por aí vai.
Os genitores costumam fazer isso para deter o controle da situação da maneira que é mais cômoda para eles: permanecer morando onde está e sendo contra a ex mudar-se pois não quer se esforçar para ir até a criança, ou porque querem se livrar da pensão alimentícia e pedir ainda que a ex arque com os alimentos, por ciúmes, ego ferido, as motivações são diversas, mas o pano de fundo é o controle. A LAP é um meio do genitor se manter no controle e usar táticas para tal.
Apesar do lobby dos escritórios e de Red Pills que são favoráveis à lei suportados pela IBDFAM, a Revogação da Lei virou Projeto Lei, ganhou espaço e estará em pauta na CCJC dia 08.07.25
A IBDFAM se esqueceu que 50% da população são mulheres e muitos homens vitimados por essa lei que já tem 15 anos são filhos delas.
Por: Daniela Schwery
