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Economia

Mercado de energia limpa avança no campo e ajuda produtores a economizar

Last updated: 2026/01/07 at 10:07 PM
O Divergente Published janeiro 7, 2026
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O Brasil possui mais de 80 milhões de hectares destinados à agricultura e mais de 3 mil horas de sol pleno por ano. A soma desses fatores faz das propriedades rurais locais ideais para a geração de energia a partir de fontes renováveis, principalmente a fotovoltaica.

Índice
Segurança jurídicaEnergia rural

Os proprietários já perceberam essa oportunidade e estão investindo. Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mostram que o consumo no campo de energia própria (geração distribuída) cresceu cerca de 60% entre junho de 2023 e junho de 2025, passando de 3,5 GW para 5,6 GW de potência instalada.

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Fábio Lima, diretor executivo da Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (Absae), conta que os investimentos ocorrem por todo o país, mas é no Matopiba – nova fronteira agrícola que contempla os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia –, onde a modernização do sistema elétrico mais avança. “Com isso, você tem uma rede estável, de baixo custo e renovável – baseada em energia limpa, sem emissão de poluentes –, em que você consegue ampliar o seu investimento em irrigação, em refrigeração, em diversas formas de uso de eletrificação rural para aumento da sua produtividade”, diz o administrador.

Mais do que a geração de energia renovável, a principal vantagem da geração de energia própria é a economia que o sistema gera. O produtor ganha com previsibilidade, por depender menos da energia enviada pela concessionária, utiliza menos geradores movidos a diesel e ainda pode utilizar essa energia mesmo em horários de baixa produção, como à noite ou dias nublados, se possuir uma bateria de armazenamento.

O investimento varia para cada projeto. A localização da propriedade, a área e a necessidade de uso influenciam no valor mas, segundo Lima, o sistema se paga entre 3 e 5 anos. “É onde você tem ali o auge da viabilidade econômica desses projetos. E você tem comparado a isso o ciclo de vida, uma duração desse sistema da ordem de 15 a 20 anos. Então você tem 10 a 15 anos de lucratividade com o uso desses sistemas”, afirma o executivo.

Segurança jurídica

Para a entidade, a sanção da Lei 15.269/2025, chamada de Reforma do Setor Elétrico, garante a segurança jurídica necessária para o setor de energia limpa deslanchar no Brasil.

A legislação foi sancionada pelo vice-presidente, Geraldo Alckmin, no fim do ano passado, enquanto ocupava temporariamente o cargo de presidente da República. Ela define as novas regras do setor, com o objetivo de diminuir as tarifas, garantir segurança energética, regular a atividade de armazenamento de energia elétrica e facilitar a comercialização. 

Energia rural

Apesar da modernização da atividade no campo, com o emprego de maquinários automatizados, drones e irrigação elétrica, o consumo de energia elétrica no meio rural do país ainda é baixo. Em novembro, dos 47,4 mil gigawatts utilizados, 2,7 mil foram em zonas rurais, o equivalente a 5,7%, segundo levantamento da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Pixel Brasil 61

O Divergente janeiro 7, 2026
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