O grupo SOMA SOMA estreia seu novo álbum, Nem Toda Flor, que foi gravado em um estúdio localizado nos fundos do The Jam Jar, em Bristol, Reino Unido. O trabalho é marcado por arranjos ousados e uma produção que valoriza o som orgânico, reafirmando a força do grupo como um dos mais inventivos da diáspora brasileira.
O álbum é liderado pelo vocalista e guitarrista brasileiro Artur Tixiliski, que propõe uma viagem musical que atravessa o mundo, incluindo ritmos como samba rock, partido alto, afoxé, swingueira, axé e maracatu. A banda é formada por músicos de diferentes origens e estilos, criando uma big band contemporânea que celebra a pluralidade rítmica e emocional.
O título do álbum é uma metáfora sobre ciclos, emoções e a necessidade de respeitar o próprio tempo. As músicas foram compostas durante a pandemia de Covid-19, período de reflexão e reconexão com o essencial. Cada faixa carrega uma história, como “O Mundo Parou”, que transforma a quietude do isolamento social em groove, e “Se Eu Fosse Um Homem Sem Amor”, uma canção de duas notas que se expande em sentimento.
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O álbum “Nem Toda Flor” é uma obra que busca conectar com a essência brasileira, cultivada por uma equipe de músicos que se inspiram em raízes e experimentação. A estreia traz um groove denso e apaixonado, influenciado pela batida dos Arróxa Drummers, e reflete temas como a espera e o desejo, a incerteza da paternidade e a desaceleração com fins de reencontro do propósito.
O álbum também aborda o protesto e a espiritualidade, com faixas como “Treta”, um maracatu político, e “Laranjeiras”, um samba psicodélico que homenageia o bairro carioca e o espírito solar do Brasil. O encerramento, “O Menino e o Pandeiro”, flutua entre rumba e samba, celebrando o aprendizado, a leveza e a continuidade.
Nem Toda Flor surge como fruto de uma longa semeadura, que plantou o Brasil no interior de cada integrante, mas também de quem a escuta. O álbum é honesto em sua proposta e ganha profundidade por não buscar complexidades ao despertar sentimentos.
