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Economia

América do Sul tem quatro vantagens para liderar cadeia de suprimentos

Last updated: 2026/04/20 at 4:50 AM
O Divergente Published abril 20, 2026
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América do Sul tem quatro vantagens para liderar cadeia de suprimentos
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Segundo relatório divulgado pela KPMG, há quatro fatores importantes referentes às vantagens que a América do Sul tem para liderar a reconfiguração das cadeias de suprimentos de minerais críticos dentro do quadro de uma transição energética justa e sustentável. A publicação analisou ainda o contexto internacional de demanda e oferta, descobertas recentes e dados comparativos relacionadas às terras raras. “O desafio é claro: mais de 70% da produção atual está concentrada na China, o que gera alta dependência e vulnerabilidades estratégicas que, somados à complexidade técnica da extração e do processamento, podem comprometer as metas climáticas e o fornecimento. A América do Sul – especialmente o Brasil, que possui as segundas maiores reservas mundiais de terras raras, mas ocupa a 12ª posição na produção – enfrenta uma oportunidade histórica de fechar essa lacuna e consolidar sua presença como um país relevante no mercado global”, afirma o sócio líder do setor de Energia e Recursos Naturais da KPMG no Brasil e na América do Sul, Manuel Fernandes.

O documento aponta como principais ações-chave na reconfiguração dessas cadeias na América do Sul a Diversificação geográfica do fornecimento : Com reservas ainda não exploradas, a América do Sul pode reduzir a dependência e melhorar a segurança do fornecimento ; Desenvolvimento de capacidades locais de processamento : A região tem experiência em mineração, infraestrutura básica e capital humano, que podem facilitar a instalação de usinas de refino e agregar valor na origem, reduzindo assim gargalos e gerando empregos qualificados ; Promoção da economia circular : a implementação de políticas de reciclagem para componentes eletrônicos, baterias e motores elétricos pode complementar o suprimento primário e reduzir a pressão sobre os recursos naturais e a Análise de riscos no planejamento de mineração : a integração de variáveis geopolíticas, climáticas e econômicas nessas análises ajudará a antecipar interrupções e desenhar mecanismos de resposta para garantir a estabilidade das cadeias de suprimentos. “Esses elementos reforçam a necessidade de diversificar as fontes de produção, especialmente, no cenário de neutralidade de carbono, no qual a penetração massiva de veículos elétricos e a instalação acelerada de parques eólicos exigirão volumes sem precedentes de terras raras, forçando a economia global a considerar estratégias complementares, como a reciclagem de ímãs, o desenvolvimento de tecnologias substitutivas e a implementação de uma economia circular orientada à recuperação de materiais críticos”, finaliza o sócio.

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