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Lendo: Manifesto da CACB exige atualização dos limites do Simples Nacional
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Economia

Manifesto da CACB exige atualização dos limites do Simples Nacional

Last updated: 2026/09/25 at 10:31 PM
O Divergente / Brasil Published setembro 25, 2026
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Manifesto da CACB exige atualização dos limites do Simples Nacional
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Um Brasil que não pode ser esquecido

O manifesto, intitulado “Um Brasil que não pode ser esquecido” e liderado pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), foi encaminhado oficialmente aos candidatos à presidência da República e aos ministérios responsáveis pelo tema. Mais de 1,5 mil federações e associações de todo o país aderiram ao documento, que agora aguarda análise do Ministério da Fazenda, do Ministério do Empreendedorismo e da Micro e Pequena Empresa, do Sebrae Nacional e dos órgãos estaduais, por meio do Sebrae Nacional e da Associação dos Sebraes Estaduais (ABASE).

Índice
Um Brasil que não pode ser esquecido“Simples”?

As campanhas presidenciais de Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Lula (PT), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) receberam a mesma carta, exigindo posicionamento sobre a atualização dos limites do Simples Nacional e do Microempreendedor Individual (MEI). O texto destaca que os pequenos negócios somam cerca de 24 milhões de empresas no Brasil, representam 95% das empresas ativas do país, respondem por 26,5% do PIB e foram responsáveis por 80% das vagas de trabalho geradas em 2025.

O documento alerta que a inflação tem “transformado pequenos negócios em empresas tributariamente maiores” sem crescimento real, já que os limites de faturamento do regime simplificado estão congelados desde 2018 e foram comprimidos pelo aumento dos custos de produção.

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“Simples”?

O Simples Nacional é o regime tributário simplificado destinado a microempresas e empresas de pequeno porte, unificando o pagamento de tributos e reduzindo a burocracia para quem empreende. A última atualização foi aprovada em 2016 pelo Congresso Nacional, mas só entrou em vigor dois anos depois.

Os limites vigentes são:

  • MEI: R$ 81 mil;
  • Microempresa (ME): R$ 360 mil; e
  • Empresa de Pequeno Porte (EPP): R$ 4,8 milhões.

A CACB defende a atualização imediata dos tetos em cerca de 83% nos valores de enquadramento: o MEI passaria para R$ 144,9 mil, a microempresa para R$ 869,4 mil e a EPP para R$ 8,69 milhões. Além da correção pontual, a entidade pede uma regra permanente de atualização automática pelos índices de inflação, prevista em lei, para evitar que a defasagem volte a se acumular. Segundo a confederação, a medida teria potencial para gerar mais de 869 mil empregos e movimentar R$ 81,2 bilhões na economia.

No Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2021 propõe reajuste do teto do MEI para R$ 110 mil em 2026 e para R$ 140 mil a partir de 2027 — valores mais baixos que os defendidos pelas entidades. As associações patronais pressionam pela inclusão da atualização das demais faixas do Simples Nacional, e o relatório do deputado federal Jorge Goetten (Republicanos‑SC) deve atender ao pedido.

O impasse tem raiz fiscal: o Ministério da Fazenda estima impacto de aproximadamente R$ 50 bilhões nas contas públicas caso todas as faixas de enquadramento do Simples sejam contempladas, e a equipe econômica calcula custos de R$ 8,1 bilhões aos cofres públicos até 2029 apenas com o aumento do teto do MEI. Diante da falta de acordo, o presidente da Câmara, Hugo Motta, decidiu adiar a votação do PLP 108/2021 para depois das eleições.

Para Sillas Souza Cezar, economista e pesquisador do Laboratório de Governo (LabGov) da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH/USP), o entrave hoje não é mais procedimental. “A urgência já foi aprovada, o que significa que isso vai transitar com mais velocidade, já tem uma comissão instalada, o Jorge Goetten é o relator. Então, o obstáculo que existe agora é político”, avalia.

O presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, que também comanda a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP) e a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), rejeita a ideia de aprovar a correção apenas para os MEIs. “No Brasil, tudo muda, tudo corrige, mas a tabela do Simples não. Estamos desde 2018 com essa tabela sem nenhuma atualização e estamos pleiteando a correção pela inflação. Essa mudança vai ajudar muito os empreendedores a não se desenquadrarem, para que possam continuar, mesmo atingindo o limite, trabalhando, gerando renda e sem precisar paralisar seus negócios”, ressalta.

Segundo Sillas Souza Cezar, o cenário fiscal do próximo governo também influencia a decisão do Congresso: “se prevalecer a preocupação sobre a arrecadação, é muito provável que o teto não seja corrigido, porque corrigir o teto significaria reduzir a arrecadação. Os congressistas, apesar de todos os pesares, estão ponderando esse tipo de questão também.”

Cerca de 300 empresas associadas à Associação Comercial do Pará — cerca de 25% do total — estariam enfrentando dificuldades para permanecer no regime simplificado. Segundo o presidente da entidade, Isan Palme

O Divergente / Brasil setembro 25, 2026
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