Região Sul
No levantamento divulgado nesta quinta-feira (1º), Flávio Bolsonaro (PL) lidera com 40% das menções espontâneas na Região Sul, superando Lula (PT) em 24% e mantendo um diferencial de 16 pontos. Na pesquisa estimulada, em que os entrevistados escolhem entre os nomes apresentados, a diferença persiste: Flávio obtém 50% dos votos, enquanto Lula fica em 30%. Quando se considera apenas os votos válidos, a margem do candidato do PL amplia-se para 55% contra 32% de Lula.
Em cenário de segundo turno simulado, a vantagem do senador se intensifica: 59% das intenções de voto regionais se voltam para Flávio, enquanto Lula alcança 34%, representando a maior diferença de 25 pontos percentuais entre as quatro regiões. Esse padrão regional reflete características sociodemográficas mais presentes no Sul, como a presença de eleitores evangélicos e famílias com renda mais elevada, grupos nos quais Flávio também lidera em escala nacional, com 52% e 47% das intenções de voto, respectivamente, frente a 26% e 34% de Lula.
Apesar da desvantagem, o cientista político Bruno Rizzi, da Fatto Inteligência Política, observa um ganho de desempenho do petista em comparação às últimas eleições na região. “A polarização geográfica tem se achatado; Lula aparece melhor em alguns estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e até Santa Catarina, reduzindo a vantagem do adversário. No entanto, o Nordeste permanece um desafio: Lula ainda não reproduziu sua performance de 2022 nas pesquisas, apesar de ter obtido bons resultados nas urnas”, destaca Rizzi.
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Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul somam 22.861.012 eleitores aptos a votar neste domingo (4), representando 14% do total de brasileiros com direito a voto (158,7 milhões).
Nacional
Em todo o país, Lula lidera o primeiro turno com 45% dos votos válidos, frente a 40% de Flávio Bolsonaro, seguidos por Augusto Cury (4%), Ronaldo Caiado (3%) e Renan Santos (3%). Nas menções espontâneas, Lula subiu de 20% em abril de 2025 para 39% na pesquisa atual, enquanto Flávio passou de 12% para 31%. O índice de indecisos caiu de 53% para 13%, indicando maior clareza na escolha dos eleitores antes do primeiro turno.
No cenário de segundo turno simulado, Lula teria 48% das intenções de voto contra 45% de Flávio, um desvio de apenas três pontos, dentro da margem de erro da pesquisa. Em confrontos diretos com outros candidatos, Lula venceria Ronaldo Caiado (48% a 42%), Romeu Zema (49% a 40%), Renan Santos (48% a 39%) e Augusto Cury (47% a 42%).
Em relação à gestão presidencial, 48% dos entrevistados aprovam o trabalho de Lula e 49% desaprovam. Quanto à avaliação geral, 35% consideram o governo ótimo ou bom, 23% o avaliam como regular e 41% o descrevem como ruim ou péssimo.
Segundo Rizzi, o grupo decisivo será composto por eleitoras independentes, que decidem além da ideologia política e apresentam apreço e reservas em relação a ambos os líderes. “Essas eleitores ficaram sensíveis à taxa de blusinhas imposta por Lula, que depois foi retirada, mas que durante esses anos prejudicou o seu bolso ao comprar e vender produtos da China, por exemplo. Por outro lado, grande parte delas se mostra favorável ao fim das apostas, pois sentem que seus orçamentos domésticos eram drenados por apostas”, explica.
A pesquisa foi conduzida pelo Instituto Datafolha entre 29 de setembro e 1º de outubro de 2026, com 2.506 entrevistas presenciais em 152 municípios de todas as regiões do país, envolvendo eleitores com 16 anos ou mais. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais, em nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo e está registrado no TSE sob o número BR-08039/2026.
