O chamado da CACB
O presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), Alfredo Cotait Neto, que também ocupa cargos na Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e na Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), lançou nesta terça-feira (6) um convite aberto a todas as entidades do sistema associativista e à sociedade civil. Ele pediu que aderam ao manifesto “Rede Pauta Brasil: Pela reconciliação, pela liberdade e por um Brasil governado para todos”, que pretende superar a polarização política e estabelecer princípios essenciais para o próximo ciclo de governo.
“Queremos o maior número de adesões para demonstrar representatividade do nosso sistema. Quanto mais entidades assinarem, mais força ganhamos para o futuro diálogo com o governo”, enfatizou Cotait.
O documento também defende a independência e o respeito às atribuições de cada Poder da República, buscando criar melhores condições para o ambiente de negócios e o desenvolvimento econômico. Ele pede que o governo governe, o Legislativo legisle e o Judiciário julgue, cada um na sua competência, para que o país volte a ser um lugar mais tranquilo para trabalhar, onde o empreendedorismo cresça e a segurança jurídica e pública sejam garantidas.
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Para Cotait, o próximo governo precisa ser “um governo da união, do crescimento do país e da paz”.
Mobilização do setor produtivo
No encontro de terça-feira (6), a CACB reuniu cerca de 330 presidentes de federações e associações comerciais de todo o país para lançar o manifesto. O presidente emérito da CACB, Guilherme Afif Domingos, destacou a necessidade de mobilização diante das mudanças políticas e econômicas em curso.
Afif alertou que, além da disputa presidencial, o setor produtivo deve acompanhar a composição e atuação do Congresso Nacional, organizando suas posições em torno de princípios comuns. Ele ressaltou que a atenção está na representação no Congresso, e que será crucial se mobilizar em torno de ideias e propostas que visam o futuro do Brasil.
O presidente emérito também chamou a atenção para temas que afetam diretamente os pequenos negócios, especialmente o Simples Nacional e a Reforma Tributária. Ele alertou que o Simples Nacional está sendo desestratado nas discussões burocráticas e que a reforma tributária pode ser “desastrosa” para o comércio e serviços.
Participação das mulheres
Ana Claudia Badra Cotait, presidente do Conselho Nacional da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC) — vinculado à CACB — destacou a adesão das mulheres ao manifesto e a ampliação da participação feminina na representação política e institucional.
Ela afirmou: “Estou muito feliz com a rede toda unida. Vamos postar na rede inteira do CMEC esse manifesto para as pessoas aderirem.”
Além disso, Ana Cláudia ressaltou o resultado das eleições para o Legislativo e o aumento da presença feminina nas novas bancadas.
Agenda para os pequenos negócios
O manifesto coloca o trabalho, a liberdade de empreender e o desenvolvimento econômico no centro da agenda defendida pelo Sistema do Associativismo. Ele afirma que a geração de riqueza está diretamente ligada à atividade de trabalhadores, pequenos comerciantes, produtores rurais, profissionais liberais e empreendedores.
A CACB representa cerca de 2,3 mil associações comerciais e empresariais em todo o país. O peso dos pequenos negócios na economia reforça a importância da agenda defendida pela entidade.
Segundo o Sebrae, o Brasil tinha 24,1 milhões de pequenos negócios com CNPJ ativo no segundo trimestre de 2026. Em 2025, micro e pequenas empresas responderam por 80,5% do saldo de empregos formais, de acordo com levantamento do Sebrae, com dados do Novo Caged.
Dentro desse contexto, o manifesto defende um ambiente de negócios em que o pequeno empresário não seja pressionado por impostos e burocracia. Ele reforça a necessidade de regras claras, segurança jurídica e liberdade para trabalhar e empreender.
A proposta também defende que o Estado deve estar a serviço do cidadão e que o desenvolvimento econômico depende da capacidade de trabalhadores e empresas de produzir, investir, inovar e gerar oportunidades.
O manifesto pode ser assinado por pessoas físicas e empresas, mediante CPF ou CNPJ, pelo site da Rede Pauta Brasil.
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