Alerta de SRAG em Alagoas, Roraima e Sergipe
O boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em 8 de outubro, identificou Alagoas, Roraima e Sergipe como os três estados que, simultaneamente, apresentam incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento nas últimas seis semanas, até a Semana Epidemiológica 39.
O aumento desses casos tem sido impulsionado principalmente por crianças e adolescentes. Em Alagoas e Sergipe, a elevação está ligada à circulação do metapneumovírus. Já em Roraima, o vírus responsável ainda não foi identificado com precisão pelos pesquisadores.
Outros estados em alerta, mas sem crescimento confirmado
Além dos três estados em crescimento, o boletim aponta Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina como áreas de alerta ou risco para SRAG, mas sem a mesma tendência de alta sustentada observada em Alagoas, Roraima e Sergipe.
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Entre as capitais, Aracaju, Porto Alegre, Rio Branco, São Luís e Vitória registram incidência em nível de alerta, risco ou alto risco, acompanhada de sinal de crescimento.
Panorama nacional
No conjunto do país, o número de casos de SRAG permanece estável ou oscilando há seis semanas, mas com sinal de crescimento de curto prazo nas últimas três semanas. Os vírus rinovírus, metapneumovírus e Sars-CoV-2 (causador da covid-19) estão em alta, embora os casos graves de covid-19 continuem em patamar baixo. Por outro lado, influenza B e VSR (vírus sincicial respiratório) seguem em queda, e a influenza A permanece estável em nível baixo.
Em termos de faixa etária, há uma leve retomada de casos entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos, enquanto os demais grupos etários permanecem estáveis.
Números do ano
Desde o início de 2026, o país já notificou 161.053 casos de SRAG. Desses, 86.534 (53,7%) tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório, 58.143 (36,1%) tiveram resultado negativo e cerca de 7.270 (4,5%) ainda aguardavam resultado até a divulgação do boletim.
Entre os casos positivos acumulados, o VSR responde por 40%, o rinovírus por 32,5%, a influenza A por 16,2%, a influenza B por 5,5% e o Sars-CoV-2 por 3,8%.
Na média das últimas oito semanas, a incidência de SRAG é maior entre crianças menores de 2 anos, principalmente associada a rinovírus, VSR e metapneumovírus. A mortalidade, por sua vez, é mais alta entre pessoas com 65 anos ou mais, puxada sobretudo por VSR, rinovírus e influenza A, vírus que também respondem pela maior parte das mortes em crianças pequenas.
Recomendação de vacinação
A Fiocruz reforça a importância de grupos prioritários manterem a vacinação contra a Covid-19 em dia. Gestantes também devem tomar a vacina contra o VSR, disponível para esse público como forma de proteção tanto da mãe quanto do bebê.
