Flávio Bolsonaro continua à frente, mas a margem de vantagem diminui
Na corrida pela Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL) permanece na liderança, mas a diferença em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem se estreitado nos últimos dias. Segundo a Opinião Inteligência Política, que analisou 26 pesquisas nacionais realizadas após o primeiro turno, Flávio aparece com 51,2% dos votos válidos, contra 48,8% de Lula. Esse percentual representa o menor valor registrado desde o início da série, em 8 de outubro, quando a média apontava 52,2% para o candidato do PL.
Variações recentes nas pesquisas mais recentes
Entre 15 e 19 de outubro, 15 pesquisas mostraram Flávio com entre 49% e 52% dos votos válidos. O Nexus/BTG, divulgado nesta segunda-feira, apontou 50,3% para Flávio e 49,7% para Lula, enquanto o AtlasIntel/Bloomberg registrou 51,1% para o candidato do PL, contra 52,8% na rodada anterior. A Datafolha também identificou recuo, de 52% para 51,1%, e o Ipespe/Abrapel registrou queda de 52,7% para 51,2%. Apenas o PoderData observou recuperação, passando de 50% para 52% em sua pesquisa mais recente.
Probabilidades de vitória segundo modelo estatístico
O modelo da Opinião Inteligência Política estima que Flávio tem entre 71% e 79% de probabilidade de vencer o segundo turno, marcado para o próximo domingo (25). Lula, por sua vez, tem chances entre 21% e 29%. A análise ressalta que esses números são projeções baseadas em hipóteses sobre o comportamento do eleitorado, não resultados de pesquisas eleitorais diretas.
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Pesquisas presenciais e por telefone mostram disputa mais apertada
Entre as pesquisas presenciais, realizadas por Vox Brasil, Datafolha, Quaest e CNT/MDA, Flávio registra média de 50,4% dos votos válidos, muito próximo de um empate. Nas entrevistas telefônicas conduzidas por entrevistadores, a média sobe para 51%, enquanto nas pesquisas online chega a 50,8%. Em comparação, as pesquisas por telefone automático indicam 51,5% para o candidato do PL.
Aprovação do governo e rejeição de Flávio
A média de aprovação do governo federal, em 18 pesquisas que apresentaram dados de aprovação, ficou em 47,6%. Em contrapartida, a rejeição de Flávio aumentou de 43% para 44% entre as pesquisas de 6 a 8 e de 13 a 15 de outubro. O Datafolha registrou rejeição de 43% a 45% para o senador, enquanto o Nexus/BTG apontou 46,8% de rejeição para Flávio e 47,8% para Lula.
O que pode mudar até o segundo turno
Para que a disputa se torne equilibrada, a média de pesquisas de Flávio precisaria cair de 51,2% para 49,5%. Uma redução para 50,6% diminuiria a probabilidade de vitória do senador para 70%, mantendo as premissas atuais do modelo. Desde o início da série, a média de Flávio oscilou entre 51,2% e 52,5%, sem atingir o patamar necessário para igualar as probabilidades de vitória.
Conclusão: eleição ainda em aberto
Embora Flávio Bolsonaro mantenha a liderança, a diminuição da margem e a proximidade dos resultados em pesquisas recentes indicam que a disputa está muito apertada. Como destaca Alexandre Garcia, CEO da Opinião Inteligência Política, “a vantagem é pequena e deixa espaço para uma virada. Temos um percentual de indecisos que precisa ser trabalhado pelos dois candidatos”. À medida que novas pesquisas são divulgadas, especialmente aquelas que capturam o efeito de debates e eventos de última hora, será possível avaliar se Lula continua se aproximando ou se Flávio consegue manter a liderança até o fim das eleições.
