Impacto imediato nas exportações brasileiras
Segundo levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), o aumento de tarifas norte‑americanas provocou uma queda de US$ 590,6 milhões nas exportações de São João da Barra, no Rio de Janeiro, entre agosto de 2025 e julho de 2026, comparado com o período anterior. A cidade lidera o ranking nacional de municípios com maiores perdas, seguida pelo Rio de Janeiro (US$ 561,7 milhões) e Santos (SP) (US$ 444,2 milhões).
Em todas as três localidades, o grupo de produtos mais afetado foi o mesmo: combustíveis minerais, óleos minerais, produtos de destilação, matérias betuminosas e ceras minerais. Esses setores, historicamente importantes para a economia regional, sofreram a maior retração.
O estudo aponta que a medida gerou prejuízos de R$ 66,8 bilhões em 1.135 municípios, refletindo a dependência de mercados externos e a vulnerabilidade de cadeias produtivas específicas.
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Ranking de perdas nas exportações
O levantamento detalha os 16 municípios mais impactados, que respondem por mais da metade das perdas totais (US$ 3,4 bilhões, equivalente a R$ 24,3 bilhões). A região Sudeste concentra 71% das perdas, com São Paulo e Minas Gerais liderando, enquanto a Região Sul registra a maior queda percentual (32,3%).
- São João da Barra (RJ): US$ 590.612.177
- Rio de Janeiro (RJ): US$ 561.720.005
- Santos (SP): US$ 444.240.591
- Guaxupé (MG): US$ 222.847.028
- Barcarena (PA): US$ 193.479.967
- Araraquara (SP): US$ 189.841.131
- São Bernardo do Campo (SP): US$ 153.929.899
- Sete Lagoas (MG): US$ 140.787.579
- Anchieta (ES): US$ 129.449.994
- Imperatriz (MA): US$ 126.038.076
- Matão (SP): US$ 125.077.464
- Belo Horizonte (MG): US$ 123.502.989
- Ouro Branco (MG): US$ 116.411.564
- Serra (ES): US$ 113.121.228
- Ilhabela (SP): US$ 107.210.890
- Colina (SP): US$ 106.904.917
Para mitigar os efeitos do protecionismo, a CNM recomenda a diversificação da produção e a busca por novos parceiros comerciais, fortalecendo o mercado interno e reduzindo a dependência de um único comprador. A entidade alerta que barreiras sanitárias e tensões geopolíticas podem prolongar os impactos, exigindo políticas públicas que protejam a arrecadação e preservem empregos nas regiões mais afetadas.
