Votação prolongada no segundo turno
O segundo turno das Eleições 2026, realizado em 25 de outubro, teve sua votação prorrogada até às 19h, horário de Brasília, após o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, reconhecer dificuldades no transporte público. A decisão, tomada quando a Justiça Eleitoral já estava iniciando a totalização dos votos, obrigou o Tribunal Superior Eleitoral a suspender temporariamente a divulgação dos resultados, que haviam chegado a 0,25% das urnas apuradas.
Decisão judicial e seus efeitos
O ministro Zanin fundamentou a medida em alegações de que os eleitores enfrentaram problemas de deslocamento para chegar às seções. Ele ordenou que a extensão fosse aplicada apenas nas urnas ainda abertas, enquanto as que já haviam fechado continuariam a computação de votos normalmente.
Reação da oposição
Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro e líder da oposição no Senado, criticou a intervenção judicial, chamando-a de “impressionante” e alertando contra qualquer “golpe judiciário ou chicana administrativa” que possa prejudicar a democracia. Marinho defendeu que a decisão deveria respeitar o bom senso e a ordem constitucional.
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Problemas de transporte e investigação
Representações da Federação Brasil da Esperança apontaram redução de frota em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas. O Corregedor-Geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, requisitou informações urgentes à Presidência do TRE-BA. Enquanto isso, o Ministério da Justiça identificou falhas na oferta de ônibus em São Paulo, Rio de Janeiro, Sergipe, Pará, Piauí, Alagoas e Paraíba.
Segurança e monitoramento nas seções
Em meio ao pleito, as forças de segurança registraram 413 ocorrências e 43 prisões em flagrante até as 15h. As distribuições estaduais incluíram Minas Gerais (50), Rio Grande do Sul (47), Goiás (28), Mato Grosso (26) e Paraíba (24). O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, ressaltou a atuação coordenada entre a Justiça Eleitoral e os órgãos de segurança para garantir a tranquilidade e o livre exercício do voto.
Substituição de urnas eletrônicas
Até às 20h, o Centro de Divulgação das Eleições (CDE) reportou a substituição de 1.551 urnas por equipamentos de contingência, representando 0,31% do total de 499.248 urnas. São Paulo liderou o número de trocas (295), seguido pelo Rio de Janeiro (159), Paraná (140) e Minas Gerais (136). A Justiça Eleitoral manteve 48.815 urnas de contingência em reserva e confirmou que nenhuma seção precisou de votação manual em papel.
Integridade do sistema de votação
O presidente do TSE reafirmou a confiabilidade do sistema eletrônico, assegurando que o ato de pressionar “Confirma” garante o registro, preservação e totalização do voto com integridade e transparência. Com mais de 158,7 milhões de eleitores aptos, os dados finais de comparecimento e abstenção serão consolidados ao término da apuração. Até o meio-dia, o e‑Título registrou mais de 2,5 milhões de justificativas.
