Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Aceitar
O DivergenteO Divergente
  • Mundo
    • Cotidiano
  • Economia
  • Educação
  • Esportes
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Entretenimento
    • Pessoas
    • Música
    • Cinema
    • Gastronomia
    • Séries
    • Cultura
    • Internet
    • Moda
    • Televisão
  • Artigos
Lendo: Fernando Honorado, economista do Bradesco, defende aumento da arrecadação no País
Compartilhar
A|a
A|a
O DivergenteO Divergente
  • Pessoas
  • Cinema
  • Cultura
  • Internet
  • Moda
  • Música
  • Séries
  • Televisão
  • Fale conosco
  • Política de Privacidade
  • Expediente
Siga-nos
Economia

Fernando Honorado, economista do Bradesco, defende aumento da arrecadação no País

Last updated: 2023/06/01 at 11:25 AM
O Divergente Published junho 1, 2023
Compartilhar
COMPARTILHAR

Fernando Honorato é economista e atual economista chefe do Banco Bradesco. Atuou em outras grandes instituições financeiras nacionais, sempre na posição de economista, membro de mesas e conselhos de importantes núcleos econômicos do pais, com graduação e mestrado em Economia pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo – FEA-USP, Program for Management Development (PMD) pelo IESE – University of Navarra, São Paulo, SP.

Roberto Dardis – Como você enxerga hoje nossa economia tendo juros de 13,75%? Culpar somente o BC por esses juros é certo?

Fernando Honorato – O juro elevado é fruto de uma série de fatores: choques de oferta da pandemia (semicondutores, automóveis, guerra), programas de estímulos de demanda, resiliência do mercado de trabalho e desencorajem das expectativas de inflação. Vale destacar que esses são fenômenos globais e não apenas brasileiros.

- Publicidade -

O novo arcabouço fiscal deve limitar a expansão do gasto público e as commodities e o dólar estão em queda, o que ajuda a inflação. Assim, após a definição do que será feito com a meta da inflação, em junho, as expectativas devem diminuir sua distância em relação à meta, possibilitando o início do corte de juros em setembro, levando a Selic a 12,25% ao final do ano.

A economia está resiliente apesar desse quadro de juros elevados, resultado do bom desempenho agrícola e, ainda, dos legados da reabertura da pandemia. Mas o esforço de construção conjunta de corte de juros pelo governo e o Banco Central é fundamental para diminuir os riscos de uma desaceleração mais intensa adiante.

RD – Com uma dívida pública alta e sem o governo economizar, será iminente um aumento de impostos? Ou temos outras saídas? Com crescimento baixo, inflação ainda fora da meta e juros altos, e sem um projeto econômico viável (Arcabouço fiscal/reforma tributária), qual seria a saída para o governo voltar a ter superávit em suas contas?

FH – O novo arcabouço fiscal prevê expansão dos gastos públicos entre 0,6% e 2,5% nos próximos anos. Segundo nossas simulações, isso deve fazer com que o gasto do governo federal se estabilize ao redor de 19% do PIB. Como a arrecadação Federal roda, hoje em dia, ao redor de 17,5% do PIB, o país terá que contar com um aumento de arrecadação da ordem de R$150 bilhões nos próximos anos para zerar o déficit primário e iniciar um processo de estabilização e queda da dívida pública.

Caso se pretenda manter esse nível de gastos nos próximos anos, as únicas alternativas para a estabilização da dívida pública sem aumento da inflação são a elevação da arrecadação ou o crescimento mais acelerado da economia, o que depende de reformas que ampliem a produtividade e o PIB potencial do país. A reforma tributária, ao dar alguma racionalidade aos impostos sobre consumo, é uma candidata a acelerar o crescimento da economia.

RD –De zero a 10, qual a nota que você daria sobre uma intromissão política em nossa economia? E qual o peso que essa intromissão causa no pais?

FH – O Brasil tem tido avanços e retrocessos em seus marcos regulatórios que organizam e fiscalizam a relação entre o setor público e o privado. Nos últimos anos houve reformas importantes, como a trabalhista e a lei do saneamento, que melhoraram o arcabouço jurídico do país, a autonomia do Banco Central, o cadastro positivo, bem como reformas que disciplinaram a relação dos bancos públicos junto ao Tesouro. Ainda há muito que se fazer para simplificar a burocracia no país e, novamente, a reforma tributária pode ser um passo importante nessa direção.

RD – Mesmo sabendo que precisamos de reformas gerais, muitos fogem desse vespeiro, mas o pais está ficando para trás sem elas. Qual a nossa saída?

FH – As reformas necessárias para a aceleração do crescimento são conhecidas: tributária, segurança jurídica, confiabilidade das agências reguladoras, maior inserção internacional, elevar a produtividade do setor público, aumentar a eficiência dos gastos e resultados em educação, fomentar a competição e avanços na infraestrutura.

Fonte: Brasil61

O Divergente junho 1, 2023
Compartilhe este artigo
Facebook Twitter Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Print
Artigo anterior PCGO prende investigados por alugar casa e esconder drogas para venda nos tijolos do muro
Próximo artigo Incerteza da Economia oscila em uma faixa estreita, porém elevada
Deixe um comentário Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade

Política

Tribunal Superior Eleitoral divulga distribuição de R$ 4,9 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para as Eleições Gerais de 2026
Tribunal Superior Eleitoral divulga distribuição de R$ 4,9 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para as Eleições Gerais de 2026
Seminário da ACSP debate impactos da inteligência artificial no futuro do Brasil
Seminário da ACSP debate impactos da inteligência artificial no futuro do Brasil
Câmara aprova reforma da política agrícola para revitalizar Seguro Rural
Câmara aprova reforma da política agrícola para revitalizar Seguro Rural
Congresso Nacional entra em férias prolongadas após aprovação da PEC 221/2019 (2 e 3 de maio)
Congresso Nacional entra em férias prolongadas após aprovação da PEC 221/2019 (2 e 3 de maio)
Senado aprova projeto que permite renegociação de dívidas rurais com recursos do Fundo Social do Pré-Sal (27/04)
Senado aprova projeto que permite renegociação de dívidas rurais com recursos do Fundo Social do Pré-Sal (27/04)

Recentes

Nildinha: Uma dose de saudade, um tributo ao forró
Nildinha: Uma dose de saudade, um tributo ao forró
Aos 50 anos, Solange Santos se destaca como embaixadora do Skokka Brasil
Aos 50 anos, Solange Santos se destaca como embaixadora do Skokka Brasil
Novo single de Marcos Carvalho e LISLIE leva o “balançar da saia” para as plataformas de streaming
Novo single de Marcos Carvalho e LISLIE leva o “balançar da saia” para as plataformas de streaming
Em momento especial na carreira, ator e dramaturgo Cesário Candhí se desdobra em três espetáculos simultâneos no Rio
Em momento especial na carreira, ator e dramaturgo Cesário Candhí se desdobra em três espetáculos simultâneos no Rio
Rumo ao Hexa! Livia Chesed brilha em ensaio com pintura corporal e eleva a temperatura na web
Rumo ao Hexa! Livia Chesed brilha em ensaio com pintura corporal e eleva a temperatura na web

© 2016 O Divergente - Notícias entretenimento e atualidades do Brasil e do Mundo- Todos os direitos reservados

  • Fale conosco
  • Política de Privacidade
  • Expediente

Removido da lista de leitura

Desfazer
Bem vindo de volta!

Entre na sua conta

Perdeu sua senha?