Maior parte do Brasil apresenta incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave em nível de alerta ou risco
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou na quarta-feira (29) a nova edição do Boletim InfoGripe, que revela que a maior parte do Brasil está em nível de alerta, risco ou alto risco de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Somente o Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul estão fora desse cenário epidemiológico.
De acordo com a Fiocruz, o quadro reflete a sazonalidade do vírus sincicial respiratório (VSR) e da influenza A no país. Além disso, há um aumento contínuo dos casos de SRAG associados ao VSR em todas as unidades da federação. A doença atinge principalmente crianças de até dois anos de idade.
O boletim também aponta que o avanço das notificações foi observado em 19 estados brasileiros, incluindo o Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Paraná, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.
- Publicidade -
Por outro lado, Goiás, Maranhão e Tocantins já apresentam indícios de estabilidade, enquanto Amazonas, Mato Grosso, Rondônia e Roraima indicam sinais de queda.
Vacinação é a principal forma de prevenir casos graves de VSR e influenza
A pesquisadora do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz, Tatiana Portella, afirma que a vacinação é a principal forma de prevenir casos graves de VSR e influenza. “É essencial que a população que faz parte dos grupos prioritários — como crianças, idosos e pessoas com comorbidade — tomem a dose atualizada da vacina da gripe durante o período da campanha, para ficarem protegidas no momento de maior circulação desses vírus”, reforça.
Portella também orienta que a vacina contra o VSR pode ser aplicada em qualquer época do ano e é indicada para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, garantindo a proteção dos bebês nos primeiros meses de vida.
Prevalência dos vírus
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:
– 31,6% de influenza A
– 2,9% de influenza B
– 36,2% de VSR
– 26% de rinovírus
– 3% de Sars-CoV-2 (Covid-19)
Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:
– 46,9% de influenza A
– 4,3% de influenza B
– 8,3% de VSR
– 20,5% de rinovírus
– 16,9% de Sars-CoV-2 (Covid-19)
O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 25 de abril, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 16.
