O dólar comercial encerrou a terça-feira (6) com queda de 0,55%, cotado a R$ 4,97, refletindo a reação imediata ao resultado do primeiro turno das eleições. Pela manhã, a moeda norte‑americana registrou recuo de 1,11%, sendo cotada a R$ 4,94, o menor valor observado nos pregões dos últimos cinco meses. Esse movimento continua a tendência iniciada no dia anterior, quando o mercado reagiu ao fato de Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) ter superado Luiz Inácio Lula da Silva (PT‑SP).
Segundo analistas do UBS BB, a taxa de câmbio tende a se estabilizar próxima de R$ 5,00 no curto prazo. Contudo, o banco projeta que, caso o cenário do segundo turno confirme a tendência de domingo e as cotações de petróleo permaneçam favoráveis, a moeda brasileira pode se valorizar, levando o dólar para a faixa entre R$ 4,50 e R$ 4,60 em um horizonte de três a seis meses.
O índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas globais, fechou aos 101,87 pontos, indicando que a moeda norte‑americana continua em fase de consolidação, embora com sinais de fraqueza diante das incertezas políticas internas.
O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,60, mantendo uma posição estável em relação ao real, enquanto outras moedas internacionais apresentaram variações moderadas.
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Em resumo, a volatilidade do mercado cambial permanece alta, impulsionada tanto pelos desdobramentos eleitorais quanto pelos fatores macroeconômicos globais. Os investidores devem monitorar de perto o desenrolar do segundo turno e os preços do petróleo, que podem influenciar decisivamente a trajetória do real nos próximos meses.
