Flávio Bolsonaro lidera a maioria das pesquisas, mas a diferença se acorta
Em meio às sondagens divulgadas após o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, aparece à frente de Luiz Inácio Lula da Silva em 12 das 13 pesquisas nacionais. A média das intenções de voto, segundo o estudo da Opinião Inteligência Política, situa Flávio em 51,8% dos votos válidos, enquanto Lula fica em 48,2%. Apesar da vantagem, a análise indica que a disputa ainda não está decidida.
Atualização das pesquisas e projeção para o segundo turno
O levantamento, atualizado nesta quinta-feira (15), reúne dados de 11 institutos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com entrevistas realizadas entre os dias 3 e 15 de outubro. A projeção, que leva em conta resultados de eleições anteriores e possíveis mudanças na intenção de voto até o segundo turno, marcado para 25 de outubro, coloca Flávio em 52,3% dos votos válidos com 82% de probabilidade de vitória. Lula, por sua vez, teria apenas 18% de chance de vencer.
Alexandre Garcia, CEO da Opinião Inteligência Política, destaca que três fatores podem alterar o cenário até a votação: a aprovação do governo, o destino dos eleitores de Augusto Cury, Renan Santos e Ronaldo Caiado, e o comportamento dos trabalhadores de ensino médio com salários entre 2 e 5 salários mínimos.
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Vantagem de Flávio diminuiu nos últimos dias
A média das pesquisas caiu de 52,2% no dia 11 de outubro para 51,8% no dia 15, representando o menor percentual registrado desde o início da série, em 8 de outubro. As três pesquisas mais recentes, divulgadas em 15 de outubro, apresentaram resultados abaixo da média anterior: Palver (50,5%), Indexa/Broadcast (51,2%) e Datafolha (51,1%). Apenas a pesquisa Vox Brasil, realizada entre 5 e 7 de outubro, apontou vantagem para Lula.
Pesquisas presenciais mostram disputa mais apertada
Nas pesquisas presenciais, conduzidas por Vox Brasil, Datafolha e Quaest, Flávio aparece com média de 50,4% dos votos válidos. Em contrapartida, nas pesquisas por telefone, a média sobe para 52,6%. Nos levantamentos por telefone automático, o percentual é de 52%, enquanto nas pesquisas online fica em 51,6%. No primeiro turno, os institutos que realizam entrevistas presenciais tendiam a favorecer Lula, embora isso não garanta o mesmo resultado no segundo turno.
Aprovação do governo é apontada como fator importante para Lula
A média das 13 pesquisas analisadas mostra que 47,3% dos entrevistados aprovam o governo, número quase idêntico aos 48,1% de votos válidos atribuídos a Lula. Isso sugere que a avaliação do atual governo está fortemente ligada à intenção de voto. A aprovação de Lula permaneceu estável nos institutos que realizaram mais de uma rodada de entrevistas, com Datafolha mantendo 48% de aprovação e 50% de desaprovação entre as duas pesquisas de outubro.
Rejeição é elevada para os dois candidatos
Na média das 11 pesquisas que divulgaram esse indicador, 48,7% dos entrevistados disseram que não votariam em Lula, enquanto 46% afirmaram não votar em Flávio Bolsonaro. Em algumas pesquisas, Flávio apresenta rejeição superior à de Lula, mas ainda mantém a liderança na intenção de voto. Por exemplo, na Quaest, 54% rejeitam Flávio e 53% rejeitam Lula, mas Flávio ainda aparece com 51,1% dos votos válidos.
Projeção aponta favoritismo, mas não descarta vitória de Lula
Na projeção principal, que ajusta a diferença entre pesquisas e resultados das urnas, Flávio tem 52,3% dos votos válidos e 82% de probabilidade de vitória. Sem esse ajuste, a probabilidade cai para 76%, enquanto a de Lula sobe para 24%. Em cenários de superestimação ou subestimação de Flávio em um ponto percentual, as probabilidades variam entre 62% e 88% de vitória para o candidato do PL. A faixa de resultados possíveis, com 90% de abrangência, vai de 48,2% a 56,4% dos votos válidos para Flávio, indicando que ainda há espaço para resultados favoráveis a Lula.
O que pode mudar o cenário?
Para que Flávio e Lula tenham a mesma probabilidade de vitória, a média das pesquisas de Flávio precisaria cair de 51,8% para 49,5% dos votos válidos. A Opinião Inteligência Política observa que uma pesquisa isolada dificilmente altera a estimativa; seria necessário observar uma sequência de levantamentos apontando a mesma tendência. Os próximos resultados, como os da Ipespe e Verità em 17 de outubro e do PoderData, DataTrends e AtlasIntel em 19 e 20 de outubro, serão decisivos para avaliar se a alta de aprovação do governo, medida inicialmente apenas pelo PoderData, se consolida em outros institutos.
