Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Aceitar
O DivergenteO Divergente
  • Mundo
    • Cotidiano
  • Economia
  • Educação
  • Esportes
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Entretenimento
    • Pessoas
    • Música
    • Cinema
    • Gastronomia
    • Séries
    • Cultura
    • Internet
    • Moda
    • Televisão
  • Artigos
Lendo: Movimento quer reduzir disparidades étnico-raciais no serviço público
Compartilhar
A|a
A|a
O DivergenteO Divergente
  • Pessoas
  • Cinema
  • Cultura
  • Internet
  • Moda
  • Música
  • Séries
  • Televisão
  • Fale conosco
  • Política de Privacidade
  • Expediente
Siga-nos
Cotidiano

Movimento quer reduzir disparidades étnico-raciais no serviço público

Last updated: 2023/05/04 at 5:03 PM
O Divergente Published maio 4, 2023
Compartilhar
COMPARTILHAR

Índice
ConcursosPermanência

Instituir metas progressivas para ocupação de cargos de liderança por profissionais negros e indígenas, acelerar o ingresso de pessoas negras e indígenas no serviço público por meio de reserva de vagas e outras ações afirmativas e adotar práticas antirracistas na avaliação de desempenho.

Essas são algumas propostas do relatório Recomendações para Promoção de Equidade Étnico-Racial no Serviço Público Brasileiro, entregue nesta quarta-feira (3) pelo Movimento Pessoas à Frente para a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck.

- Publicidade -

O documento apresenta 27 recomendações construídas a partir do trabalho de cerca de 50 profissionais, entre servidores públicos, especialistas, gestores e organizações da sociedade civil, coordenados pelo Movimento Pessoas à Frente e a Consultoria Mahin Antirracista.

De acordo com o relatório, em 2020, apenas 35% dos servidores federais se declararam negros, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em cargos de direção e gestão, a sub-representação é ainda maior, com 65% das vagas de nível superior ocupadas por brancos.

Em março, o governo federal anunciou o programa que reserva até 30% de vagas em cargos de comissão e funções de confiança na estrutura do Poder Executivo, incluindo administração direta, autarquias e fundações. A meta é alcançar os percentuais até 31 de dezembro de 2026.

Apesar da boa sinalização, o movimento argumenta que é necessário planejamento de curto, médio e longo prazo para reduzir as disparidades étnico-raciais na administração pública.

“É preciso pessoas diversas em todas as etapas [do serviço público], desde o mais baixo cargo até aqueles que lideram a ordenação de despesas, programas, que são a cara de um governo”, ressalta Clarissa Malinverni, integrante da secretaria executiva do Movimento Pessoas à Frente e mestre em administração pública pela Columbia University, dos Estados Unidos, em entrevista à Agência Brasil.

O documento organiza as recomendações por níveis de complexidade de execução e impacto no serviço público, classificadas entre baixo, médio e alto.

Concursos

Em relação aos concursos, uma das principais portas de entrada para o serviço público, o grupo propõe o aprimoramento da legislação nacional de reserva de vagas a profissionais negros e indígenas em todos os tipos de seleção (concurso público, seleção de temporários e cargos comissionados). Alguns dos critérios sugeridos são que as vagas reservadas sejam superiores ao mínimo de 20%, as comissões selecionadoras tenham a presença de negros e indígenas e que os candidatos com notas suficientes para aprovação pela concorrência geral não sejam contabilizados nas vagas destinadas às ações afirmativas.

Desde 2014, está em vigor a Lei 12.990, que destina 20% das vagas da administração pública federal em concursos públicos para negros. Segundo o relatório, a lei trouxe avanços, porém lentos.

“Em termos de diagnóstico da medida, o caso do Executivo Federal é importante para mostrar como a lei está trazendo avanços, ainda que lentos, nas proporções de servidores ativos negros. Se, em termos de proporções totais de servidores pretos e pardos ativos, o salto nesta estatística não é expressivo [altera de 32% para 35% entre 2010 e 2020], em termos de fluxo – ingressantes pretos e pardos por ano – as mudanças têm sido mais significativas: a proporção sai de 29% em 2010 para 43% em 2020 (Ipea, 2021)”, aponta trecho do documento.

Clarissa Malinverni explica que a dificuldade em aplicar a lei está relacionada, entre outros fatores, a processos seletivos que valorizam apenas conhecimentos técnicos muitas vezes pouco acessíveis a profissionais negros e indígenas, além de obstáculos anteriores, como as dificuldades que esses grupos enfrentam para frequentar cursos preparatórios ou receber bolsas de estudo. Também há ausência de exemplos que inspirem a promoção por mais representatividade.

“Deve ser garantida a diversidade nos concursos públicos. Estudos apontam que os concursos públicos, principalmente os mais concorridos, são excludentes, por privilegiarem pessoas que detêm privilégios em nossa sociedade”, disse.

Permanência

Após o ingresso no serviço público, surge o desafio de permanência dos profissionais negros e indígenas e o crescimento na carreira. Segundo o documento, discriminação reduz o engajamento desses profissionais, impactando na trajetória, além da falta de apoio psicológico, canais de denúncia e o fato de perceberem a presença de iguais somente em posições menos valorizadas.

De acordo com Clarissa Malinverni, é comum ouvir relatos de discriminação e racismo estrutural de quem resiste e consegue alcançar cargos de liderança.

“Chegam em uma reunião e pedem para servir o café, porque não são reconhecidos como pertencentes àquele grupo”, diz. “Não basta abrir a porta de entrada, mas criar ambiente favorável para aceleração de carreiras e permanência das pessoas negras e indígenas. Se isso não for feito, essas pessoas são expelidas do serviço público”, acrescenta.

Nesse contexto, algumas recomendações são a adoção de práticas antirracistas nos métodos de monitoramento e avaliação de desempenho; a publicação periódica de relatórios analíticos com indicadores de desenvolvimento, permanência e desempenho dos profissionais negros e indígenas.

O documento será apresentado em live, nesta quinta-feira (4), com a presença da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC

O Divergente maio 4, 2023
Compartilhe este artigo
Facebook Twitter Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Print
Artigo anterior Brasil e EUA retomam plano contra discriminação étnico-racial
Próximo artigo E-commerce: concorrência com o varejo internacional é desleal, diz especialista
Deixe um comentário Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade

Política

Tribunal Superior Eleitoral divulga distribuição de R$ 4,9 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para as Eleições Gerais de 2026
Tribunal Superior Eleitoral divulga distribuição de R$ 4,9 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para as Eleições Gerais de 2026
Seminário da ACSP debate impactos da inteligência artificial no futuro do Brasil
Seminário da ACSP debate impactos da inteligência artificial no futuro do Brasil
Câmara aprova reforma da política agrícola para revitalizar Seguro Rural
Câmara aprova reforma da política agrícola para revitalizar Seguro Rural
Congresso Nacional entra em férias prolongadas após aprovação da PEC 221/2019 (2 e 3 de maio)
Congresso Nacional entra em férias prolongadas após aprovação da PEC 221/2019 (2 e 3 de maio)
Senado aprova projeto que permite renegociação de dívidas rurais com recursos do Fundo Social do Pré-Sal (27/04)
Senado aprova projeto que permite renegociação de dívidas rurais com recursos do Fundo Social do Pré-Sal (27/04)

Recentes

Nildinha: Uma dose de saudade, um tributo ao forró
Nildinha: Uma dose de saudade, um tributo ao forró
Aos 50 anos, Solange Santos se destaca como embaixadora do Skokka Brasil
Aos 50 anos, Solange Santos se destaca como embaixadora do Skokka Brasil
Novo single de Marcos Carvalho e LISLIE leva o “balançar da saia” para as plataformas de streaming
Novo single de Marcos Carvalho e LISLIE leva o “balançar da saia” para as plataformas de streaming
Em momento especial na carreira, ator e dramaturgo Cesário Candhí se desdobra em três espetáculos simultâneos no Rio
Em momento especial na carreira, ator e dramaturgo Cesário Candhí se desdobra em três espetáculos simultâneos no Rio
Rumo ao Hexa! Livia Chesed brilha em ensaio com pintura corporal e eleva a temperatura na web
Rumo ao Hexa! Livia Chesed brilha em ensaio com pintura corporal e eleva a temperatura na web

© 2016 O Divergente - Notícias entretenimento e atualidades do Brasil e do Mundo- Todos os direitos reservados

  • Fale conosco
  • Política de Privacidade
  • Expediente

Removido da lista de leitura

Desfazer
Bem vindo de volta!

Entre na sua conta

Perdeu sua senha?