Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Aceitar
O DivergenteO Divergente
  • Mundo
    • Cotidiano
  • Economia
  • Educação
  • Esportes
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Entretenimento
    • Pessoas
    • Música
    • Cinema
    • Gastronomia
    • Séries
    • Cultura
    • Internet
    • Moda
    • Televisão
  • Artigos
Lendo: Fim da escala 6×1: Pequenos negócios podem ser os mais afetados pela jornada reduzida
Compartilhar
A|a
A|a
O DivergenteO Divergente
  • Pessoas
  • Cinema
  • Cultura
  • Internet
  • Moda
  • Música
  • Séries
  • Televisão
  • Fale conosco
  • Política de Privacidade
  • Expediente
Siga-nos
Economia

Fim da escala 6×1: Pequenos negócios podem ser os mais afetados pela jornada reduzida

Last updated: 2025/09/16 at 7:30 AM
O Divergente Published setembro 9, 2025
Compartilhar
Fim da escala 6×1: Pequenos negócios podem ser os mais afetados pela jornada reduzida
COMPARTILHAR

A empresária Karen Guerreiro conhece bem os desafios de equilibrar produtividade e jornada de trabalho. À frente da Só Mesas, Só Cadeiras, empresa de pequeno porte instalada em Santa Bárbara d’Oeste (SP), que há 33 anos fabrica móveis para bares e restaurantes, ela gerencia cerca de 70 colaboradores. Recentemente implementou a jornada 5×2, com 44 horas semanais em regime de compensação.

Para Karen, a proposta de redução da jornada para 4×3, com 36 horas semanais — prevista na PEC 8/25, atualmente em discussão no Congresso Nacional —, sem compensação adequada, poderia gerar impactos significativos: “A princípio, para nossa empresa, essa redução traria efeitos negativos, tanto financeiros quanto produtivos. Comprometeria a eficiência e dificultaria o cumprimento de prazos e metas.”

- Publicidade -

A empresária reforça que qualquer alteração precisa considerar a realidade das empresas de pequeno porte. “Reduzir a carga horária semanal sem reorganização dos turnos comprometeria o fluxo da nossa produção, aumentaria custos e geraria atrasos, afetando a competitividade e inviabilizando a abertura de um segundo turno. Nosso compromisso é manter qualidade, cumprir prazos e preservar empregos. Para isso, mudanças devem ser viáveis economicamente e produtivamente.”

Impactos econômicos da redução da jornada

O debate sobre o fim da escala 6×1 não é apenas uma questão de direitos trabalhistas, mas também de impacto econômico. Um estudo da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) revela que a redução da jornada de trabalho sem aumento correspondente da produtividade poderia comprometer até 16% do PIB brasileiro, com queda de até R$ 2,9 trilhões no faturamento de setores produtivos.

O levantamento aponta ainda que o país poderia perder até 18 milhões de empregos e registrar uma redução de até R$ 480 bilhões na massa salarial. Mesmo em um cenário mais otimista, com aumento de 1% na produtividade, as perdas ainda chegariam a 16 milhões de empregos e R$ 428 bilhões de impacto negativo na renda dos trabalhadores.

Flávio Roscoe, presidente da FIEMG, destaca que o aumento de custos tende a ser repassado aos consumidores, pressionando a inflação e afetando especialmente os pequenos negócios: “Imagine um restaurante que funciona com dois garçons. Se a jornada for reduzida, será necessário contratar mais um garçom para manter o funcionamento. Esse custo adicional inevitavelmente será repassado ao preço final.”

O estudo também alerta para o risco de aumento da informalidade, que já atinge 38,3% dos trabalhadores, e da perda de competitividade frente a países com jornadas mais extensas e custos menores, como México, China, Índia e Vietnã.

Posição do setor produtivo

A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) reforça que mudanças estruturais dessa magnitude exigem amplo diálogo com o setor produtivo. Para a entidade, eventuais alterações na jornada de trabalho devem ser acompanhadas de medidas de compensação e políticas que promovam a competitividade, equilibrando a valorização do trabalhador com a sustentabilidade financeira das empresas.

 Próximos passos no Congresso

O deputado Luiz Gastão (PSD-CE), relator da Subcomissão Especial que debate a PEC 8/25, detalha a agenda de discussões: “A primeira audiência pública será em São Paulo, no dia 30 de setembro, às 9h. Serão convidados representantes de empresários, trabalhadores e da sociedade civil. O objetivo é ouvir diversos pontos de vista para elaborar um relatório que reorganize a discussão sobre o fim da escala 6×1 e alternativas para a jornada de trabalho.”

O parlamentar garante que o processo será conduzido de forma ponderada: “Não há motivo para preocupação. Todas as ações serão pensadas buscando uma alternativa justa para todos os lados.”

A proposta de redução da jornada ainda tem um longo caminho no Congresso, e o equilíbrio entre produtividade, competitividade e direitos trabalhistas continua sendo o centro do debate. Para empresas como a Só Mesas, Só Cadeiras, o desafio é preparar-se para mudanças que preservem empregos e a qualidade de seus produtos, enquanto o país analisa o impacto dessa transformação no mercado de trabalho.

Pixel Brasil 61

O Divergente setembro 9, 2025
Compartilhe este artigo
Facebook Twitter Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Print
Artigo anterior Investimentos no SESI Lab retornam triplicados para a economia brasileira, aponta FGV Investimentos no SESI Lab retornam triplicados para a economia brasileira, aponta FGV
Próximo artigo Curso de edição de vídeo do MinC, on-line e gratuito, está com inscrições abertas Curso de edição de vídeo do MinC, on-line e gratuito, está com inscrições abertas

Publicidade

Política

Tribunal Superior Eleitoral divulga distribuição de R$ 4,9 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para as Eleições Gerais de 2026
Tribunal Superior Eleitoral divulga distribuição de R$ 4,9 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para as Eleições Gerais de 2026
Seminário da ACSP debate impactos da inteligência artificial no futuro do Brasil
Seminário da ACSP debate impactos da inteligência artificial no futuro do Brasil
Câmara aprova reforma da política agrícola para revitalizar Seguro Rural
Câmara aprova reforma da política agrícola para revitalizar Seguro Rural
Congresso Nacional entra em férias prolongadas após aprovação da PEC 221/2019 (2 e 3 de maio)
Congresso Nacional entra em férias prolongadas após aprovação da PEC 221/2019 (2 e 3 de maio)
Senado aprova projeto que permite renegociação de dívidas rurais com recursos do Fundo Social do Pré-Sal (27/04)
Senado aprova projeto que permite renegociação de dívidas rurais com recursos do Fundo Social do Pré-Sal (27/04)

Recentes

Tribunal Superior Eleitoral divulga distribuição de R$ 4,9 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para as Eleições Gerais de 2026
Tribunal Superior Eleitoral divulga distribuição de R$ 4,9 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para as Eleições Gerais de 2026
Governo Lança Ferramenta para Simular Renegociação de Dívidas (dia 06/06)
Governo Lança Ferramenta para Simular Renegociação de Dívidas (dia 06/06)
Câmara dos Deputados aprova projeto de lei para revisão das regras de mineração no Brasil (dia 3 de junho)
Câmara dos Deputados aprova projeto de lei para revisão das regras de mineração no Brasil (dia 3 de junho)
Dólar fecha última sessão cotado a R$ 5,16
Dólar fecha última sessão cotado a R$ 5,16
Ibovespa encerra em alta com contribuição dos dados de emprego nos EUA (última quarta-feira)
Ibovespa encerra em alta com contribuição dos dados de emprego nos EUA (última quarta-feira)

© 2016 O Divergente - Notícias entretenimento e atualidades do Brasil e do Mundo- Todos os direitos reservados

  • Fale conosco
  • Política de Privacidade
  • Expediente

Removido da lista de leitura

Desfazer
Bem vindo de volta!

Entre na sua conta

Perdeu sua senha?