CNI Alerta para Impacto Econômico da Redução da Jornada de Trabalho
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) está criticando o prazo previsto para a transição das novas regras propostas para o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. O relatório da comissão especial criada na Câmara dos Deputados, apresentado pelo deputado federal Léo Prates, prevê a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas em um período de 14 meses.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, defende um prazo maior para a adaptação das empresas. Segundo ele, o período previsto no relatório compromete a previsibilidade e a segurança jurídica, especialmente para pequenos e médios negócios. Alban questiona como as empresas podem planejar estratégicamente e como as pequenas e médias empresas podem se adaptar à nova jornada e escala em um prazo tão curto.
Alban também alerta para o impacto econômico da adoção acelerada das novas regras. Segundo ele, a redução da jornada de trabalho pode elevar em até R$ 267,2 bilhões por ano os custos com empregados formais no país, representando um aumento de até 7% na folha de pagamento das empresas. O impacto estimado na indústria chega a cerca de R$ 88 bilhões, o equivalente a uma alta de 11% nos custos do setor.
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A CNI afirma que alterações na legislação trabalhista devem ser fundamentadas em evidências, diálogo técnico e responsabilidade econômica. O objetivo deve ser fortalecer a capacidade de empregar e garantir a sustentabilidade econômica no longo prazo, com competitividade, em vez de apenas ampliar custos.
O setor industrial continuará dialogando com deputados e senadores para apresentar os impactos da proposta e discutir um prazo maior de transição.
Impacto Econômico da Redução da Jornada de Trabalho
Estudo da CNI indica que a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas pode elevar em até R$ 267,2 bilhões por ano os custos com empregados formais no país. O valor representaria um aumento de até 7% na folha de pagamento das empresas. Na indústria, o impacto estimado chega a cerca de R$ 88 bilhões, o equivalente a uma alta de 11% nos custos do setor.
Simulações do Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE) também indicam possibilidade de retração de até 11,3% no Produto Interno Bruto (PIB), além de aumento do desemprego e da informalidade.
