Reconhecimento Histórico
Em uma importante conquista para o setor, a Lei nº 15.405, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelas ministras Margareth Menezes (Cultura) e Janine Mello (Direitos Humanos e da Cidadania), passou a reconhecer a atividade circense como manifestação da cultura e da arte popular em todo o território nacional.
Com essa medida, o Estado Brasileiro formaliza uma prática artística que já integra o cotidiano da população, especialmente nas cidades de menor porte. A lei engloba diferentes formas de arte circense, como malabarismo, acrobacias, palhaçaria e números de equilíbrio — como perna de pau e corda bamba.
Para o presidente da Fundação Nacional de Artes, Leonardo Lessa, o reconhecimento do circo é uma grande conquista para o setor. “O que já é uma realidade na vida do povo brasileiro há séculos, agora está referendado pelo Estado Brasileiro. Este é um registro que formaliza uma prática artística que já integra o cotidiano da população”, afirma.
- Publicidade -
A ministra Margareth Menezes destaca que o circo vai muito além do momento do espetáculo. “Diversos profissionais estão envolvidos no antes e no depois das apresentações. Muitas vezes, famílias inteiras carregam essa tradição de geração em geração que torna esse reconhecimento ainda mais necessário”, completa.
Impacto Econômico e Histórico
O circo está no Brasil desde o século 19 e é uma manifestação que tem um impacto econômico extenso. De acordo com a Funarte, entidade vinculada a Ministério da Cultura, existem aproximadamente 800 circos em todo o país. Além disso, 20 mil profissionais tiram seu sustento das atividades circenses.
A Escola Nacional de Circo Luiz Olimecha, que festeja 44 anos na próxima quarta-feira, 13 de maio, é uma instituição que orgulha-se de ser a responsável pelo fomento ao circo brasileiro, incluindo a gestão da escola. O reconhecimento do Circo de Tradição Familiar como Patrimônio Cultural do Brasil também é uma grande conquista para o setor.
