Resumo das intenções de voto
A pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta terça‑feira (8), mostra que a disputa presidencial de 2026 segue um padrão regional marcado. No Nordeste, Lula (PT) lidera com 54% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) ocupa apenas 23%. O Sul, por outro lado, favorece Flávio com 50% frente aos 22% de Lula. No Sudeste, a diferença é estreita: 39% para Lula e 35% para Flávio. No bloco Norte‑Centro‑Oeste, Flávio também mantém a frente, com 42% contra 31% de Lula.
Nordeste – forte apoio ao governo Lula
No primeiro turno, Lula registra 54% das intenções de voto, 23% a menos que Flávio. Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro lugar com 11%, enquanto os demais candidatos não ultrapassam 4%. Se houver segundo turno, Lula teria 59% das intenções contra 32% de Flávio.
O apoio ao governo federal é notável: 60% dos entrevistados aprovam a gestão de Lula, 49% a classificam como boa ou ótima, 18% a consideram regular e 33% a julgam ruim ou péssima. Além disso, 35% dos eleitores se descrevem como “lulistas convictos” e a taxa de rejeição ao atual presidente fica em 31%.
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Sul – domínio de Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro lidera o Sul com 50% das intenções, 22% de Lula e todos os demais candidatos abaixo de 8%. Em um segundo turno, a margem se amplia para 65% a favor de Flávio e 26% para Lula.
A região demonstra forte desaprovação ao governo federal, com 72% dos entrevistados desaprovando a gestão e 68% classificando-a como ruim ou péssima. 34% dos eleitores se identificam como “bolsonaristas convictos” e a rejeição ao bolsonarismo é de apenas 30%.
Sudeste – disputa equilibrada
No primeiro turno, Lula lidera com 39% das intenções, quatro pontos percentuais à frente de Flávio (35%). Augusto Cury aparece em terceiro com 9%, e os demais candidatos não ultrapassam 4%. Em um segundo turno, a diferença diminui: 45% para Lula contra 44% para Flávio, configurando um empate técnico dentro da margem de erro.
A avaliação do governo federal no Sudeste mostra 43% de aprovação e 52% de desaprovação. 33% consideram o governo ótimo ou bom, enquanto 47% o veem como ruim ou péssimo. A polarização se reflete em 25% de “lulistas convictos” e 27% de “bolsonaristas convictos”.
Norte e Centro‑Oeste – Flávio mantém vantagem
Flávio Bolsonaro lidera o bloco Norte‑Centro‑Oeste com 42% das intenções, 31% de Lula e 9% de Ronaldo Caiado (PSD), que ocupa a terceira posição. Em um segundo turno, Flávio aumentaria sua margem para 53% contra 38% de Lula.
A aprovação do governo é de 45%, com 51% desaprovando. 33% consideram o governo Lula ótimo ou bom e 46% o avaliam como ruim ou péssimo.
Cenário nacional
No cenário geral, Lula lidera o primeiro turno com 39% das intenções, seguido por Flávio Bolsonaro com 35%. Augusto Cury fica em terceiro com 9%, enquanto Ronaldo Caiado e Renan Santos (Missão) têm 4% cada e Romeu Zema (NOVO) 1%. A simulação de segundo turno mostra Flávio com 46% e Lula com 45%, mantendo o empate técnico. Flávio avançou um ponto percentual desde a rodada anterior, enquanto Lula recuou de 46% para 45%.
A pesquisa contou com 2.002 eleitores entrevistados entre 4 e 7 de setembro de 2026, com 42% do Sudeste, 28% do Nordeste, 16% do Norte/Centro‑Oeste e 14% do Sul. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06790/2026.
Perspectivas e implicações
Os resultados revelam uma polarização regional que pode influenciar estratégias de campanha. Enquanto Lula conta com forte apoio no Nordeste e no Sudeste, Flávio Bolsonaro se consolida como favorito no Sul e no Norte‑Centro‑Oeste. A disparidade nas avaliações do governo federal indica que as mensagens de campanha precisarão ser adaptadas a cada região, enfatizando conquistas em áreas onde o apoio é mais forte e abordando críticas onde a desaprovação é alta.
Para os partidos, o desafio será mobilizar bases em regiões onde a vantagem ainda não é decisiva e conquistar eleitores indecisos. O cenário atual sugere que o segundo turno pode ser decisivo, especialmente no Sudeste, onde a margem é mínima. A próxima fase das campanhas provavelmente verá um aumento na presença de candidatos de menor perfil, buscando captar votos de “convictos” que ainda não se decidiram.
