Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Aceitar
O DivergenteO Divergente
  • Mundo
    • Cotidiano
  • Economia
  • Educação
  • Esportes
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Entretenimento
    • Pessoas
    • Música
    • Cinema
    • Gastronomia
    • Séries
    • Cultura
    • Internet
    • Moda
    • Televisão
  • Artigos
Lendo: Copom corta Selic em 0,25 ponto; CNI pede continuidade da flexibilização
Compartilhar
A|a
A|a
O DivergenteO Divergente
  • Pessoas
  • Cinema
  • Cultura
  • Internet
  • Moda
  • Música
  • Séries
  • Televisão
  • Fale conosco
  • Política de Privacidade
  • Expediente
Siga-nos
Economia

Copom corta Selic em 0,25 ponto; CNI pede continuidade da flexibilização

Last updated: 2026/09/17 at 7:31 PM
O Divergente / Brasil Published setembro 17, 2026
Compartilhar
Copom corta Selic em 0,25 ponto; CNI pede continuidade da flexibilização
COMPARTILHAR

Na última reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual, passando para 13,75% ao ano. A decisão, embora vista como correta, é considerada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) excessivamente cautelosa, que defende a continuidade do ciclo de flexibilização monetária.

Índice
Juros elevados pressionam crédito e endividamentoIndústria prevê maior necessidade de crédito

Segundo a CNI, a cautela adotada pelo Copom não se justifica diante da desaceleração da inflação, que registrou alta de 4,22% em 12 meses até agosto. A entidade destaca a melhora nas expectativas do mercado, que apontam para uma convergência gradual da inflação em direção à meta de 3% ao ano no horizonte relevante para a política monetária.

Ricardo Alban, presidente da CNI, argumenta que o Banco Central deve prosseguir com cortes na Selic. “Manter a taxa básica em patamar tão restritivo por período prolongado significa impor à economia um custo maior do que o necessário para assegurar a estabilidade de preços. Há espaço para avançar no ciclo de cortes sem comprometer a convergência da inflação para a meta”, defende.

- Publicidade -

A CNI ressalta que a Selic está 3,45 pontos percentuais acima da taxa considerada ideal, calculada em 10,3% com base na Regra de Taylor, que indica a taxa de juros que controla a inflação sem desestimular o crescimento econômico. A taxa real de juros, próxima de 9%, permanece muito acima da taxa neutra estimada pelo próprio Banco Central, em torno de 5%, sinalizando margem para cortes mais expressivos sem comprometer a convergência inflacionária.

Juros elevados pressionam crédito e endividamento

A entidade chama atenção para os efeitos da taxa de juros elevada sobre o custo do crédito. Em julho de 2026, a taxa média das operações com recursos livres atingiu 47,7% ao ano, alta de 1,8 ponto percentual em 12 meses. O avanço foi mais intenso entre as pessoas físicas, cuja taxa média alcançou 60% ao ano, e entre as empresas, que chegaram a 25,4% ao ano.

O encarecimento do crédito também tem pressionado a capacidade de pagamento dos tomadores. Nas operações com recursos livres, a inadimplência atingiu 7,8% entre as pessoas físicas, o maior nível da série histórica, e 4,2% entre as pessoas jurídicas.

Entre as famílias, o endividamento correspondia a 49,8% da renda em junho, próximo ao recorde da série histórica, de 49,9%. O comprometimento da renda com o serviço da dívida chegou a 28,9%, também o maior nível da série. Para a CNI, os indicadores mostram que o aperto monetário continua impondo custos elevados às famílias e às empresas.

Marcio Guerra, superintendente de Economia da CNI, afirma que a manutenção dos juros em níveis elevados pode contribuir para uma desaceleração maior da economia, mesmo diante da perda de ritmo da inflação. “O consumo das famílias vem retraindo. Então, pelo lado do consumo, existe uma tendência de desaquecimento da inflação. Por outro lado, esse patamar elevadíssimo de juros vem trazendo consequências diretas sobre as famílias e sobre as empresas”, avalia.

Segundo Guerra, o custo elevado do crédito também afeta as empresas que precisam de recursos para manter as operações ou realizar investimentos. “Investimento, esse que tem um papel importantíssimo se nós estamos pensando em crescimento econômico. Ou seja, a taxa de juros hoje, nesse patamar, faz com que ocorra um desestímulo significativo do investimento e, com isso, a economia anda de lado”, conclui.

Indústria prevê maior necessidade de crédito

A indústria está entre os setores diretamente afetados pelo custo elevado do crédito, segundo a nova edição da Consulta Empresarial sobre Juros, Crédito e Custos Financeiros da CNI.

Para os próximos três meses, as empresas projetam aumento da necessidade de capital de giro e encarecimento do crédito, com maior pressão sobre as obrigações correntes: 56% esperam maior necessidade de financiamento para contas a pagar, 50% preveem aumento da demanda por crédito para manutenção de estoques e 49% esperam maior necessidade de financiamento para contas a receber.

O Divergente / Brasil setembro 17, 2026
Compartilhe este artigo
Facebook Twitter Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Print
Artigo anterior Sul: Agentes culturais da região podem disputar vagas no Conselho Nacional de Política Cultural Sul: Agentes culturais da região podem disputar vagas no Conselho Nacional de Política Cultural
Próximo artigo Vale impulsiona Ibovespa e Bolsa encerra pregão em alta Vale impulsiona Ibovespa e Bolsa encerra pregão em alta

Publicidade

Política

Senado Federal passa a contar com a maior bancada do PL em 2027
Senado Federal passa a contar com a maior bancada do PL em 2027
Voto distrital misto em pauta na reunião entre CACB e CNM (28)
Voto distrital misto em pauta na reunião entre CACB e CNM (28)
Câmara dos Deputados discute adoção do voto distrital misto nas eleições
Câmara dos Deputados discute adoção do voto distrital misto nas eleições
Lula conquista mais de 10 milhões de votos no segundo turno das eleições de 2026
Lula conquista mais de 10 milhões de votos no segundo turno das eleições de 2026
Lula reeleito, Congresso mais à direita: desafios à governabilidade
Lula reeleito, Congresso mais à direita: desafios à governabilidade

Recentes

Amazônia: proposta prevê reduzir dependência de combustíveis fósseis nos sistemas isolados
Amazônia: proposta prevê reduzir dependência de combustíveis fósseis nos sistemas isolados
Senado Federal passa a contar com a maior bancada do PL em 2027
Senado Federal passa a contar com a maior bancada do PL em 2027
R$ 2,5 bilhões de dotações municipais ficam bloqueadas, segundo CNM
R$ 2,5 bilhões de dotações municipais ficam bloqueadas, segundo CNM
Café arábica recua 0,20% e saca é negociada a R$ 1.590,72 em São Paulo
Café arábica recua 0,20% e saca é negociada a R$ 1.590,72 em São Paulo
Soja cai no interior do Paraná, mas sobe em Paranaguá nesta terça-feira (3)
Soja cai no interior do Paraná, mas sobe em Paranaguá nesta terça-feira (3)

© 2016 O Divergente - Notícias entretenimento e atualidades do Brasil e do Mundo- Todos os direitos reservados

  • Fale conosco
  • Política de Privacidade
  • Expediente

Removido da lista de leitura

Desfazer
Bem vindo de volta!

Entre na sua conta

Perdeu sua senha?