Nas eleições gerais de 2022, quatro estados apresentaram viradas surpreendentes no segundo turno da disputa pelo cargo de governador. Em Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Sergipe, o candidato que liderou o primeiro turno acabou sendo derrotado na etapa final.
Em Mato Grosso do Sul, o Capitão Contar (PRTB) conquistou 384.275 votos no primeiro turno, mas no segundo turno Eduardo Riedel (PSDB) emergiu vencedor com 808.210 votos, enquanto Contar ficou com 612.113.
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No Pernambuco, a Marília Arraes (Solidariedade) liderou com 1.175.651 votos, mas Raquel Lyra (PSDB) virou o cenário no segundo turno, sendo eleita com 3.113.415 votos contra 2.190.264 de Marília.
Em Rio Grande do Sul, o Onyx Lorenzoni (PL) liderou o primeiro turno com 2.382.026 votos, mas Eduardo Leite (PSDB) triunfou no segundo turno com 3.687.126 votos, deixando Onyx com 2.767.786.
No Sergipe, o Rogério Carvalho (PT) iniciou a disputa na frente com 338.796 votos, mas Fábio Mitidieri (PSD) conseguiu a virada, vencendo com 623.851 votos contra 582.940 de Carvalho.
Nos demais oito estados que tiveram segundo turno — Alagoas, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Paraíba, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo — o candidato que liderou a primeira etapa manteve a liderança e garantiu a vitória no segundo turno.
Por que a liderança do 1º turno não se sustenta
A diferença entre os turnos se deve, em parte, à redistribuição dos votos dos candidatos eliminados na primeira fase. Com apenas dois concorrentes na segunda etapa, os candidatos precisam ampliar suas alianças e conquistar parte do eleitorado que havia votado em outras candidaturas.
Nos quatro estados que viraram em 2022, os candidatos que ficaram em segundo lugar no primeiro turno conseguiram ampliar sua votação, superando os líderes da primeira fase. Essa dinâmica demonstra que a liderança inicial não garante a consolidação da vitória, sobretudo quando há forte mobilização de eleitores de partidos menores.
Para 2026, o histórico pode servir de referência, mas não permite prever resultados. Governadores em reeleição e adversários que participaram das eleições anteriores podem voltar ao cenário, e o resultado dependerá de candidaturas confirmadas, alianças e da dinâmica de cada disputa.
Assim, as viradas de 2022 servem como referência para compreender o comportamento eleitoral nesses estados, mas não determinam o que ocorrerá nas eleições de 2026.
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