Resumo das operações de crédito rural
As operações de crédito rural contratadas em julho e agosto de 2026 somaram R$ 65,7 bilhões. O montante inclui o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e demais produtores rurais. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e são baseados nas informações do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor) do Banco Central do Brasil.
Distribuição regional
O Sul concentrou o maior número de contratos e o maior volume de crédito, com 22.631 operações que totalizaram R$ 11,7 bilhões.
Ranking de concessões no bimestre por região:
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- Sul: R$ 11,7 bilhões
- Sudeste: R$ 9,6 bilhões
- Centro‑Oeste: R$ 7,2 bilhões
- Nordeste: R$ 3,2 bilhões
- Norte: R$ 1,7 bilhão
Apesar de liderar em número de contratos, o Sul apresentou o menor valor médio por operação, de R$ 516,5 mil, enquanto o Nordeste registrou o maior valor médio, de R$ 1,05 milhão, seguido pelo Centro‑Oeste com R$ 1,03 milhão.
Segmentação por produtor
Os demais produtores rurais, fora do Pronamp, responderam por R$ 22 bilhões, representando 33,5% do total concedido. O Pronamp registrou R$ 11,4 bilhões, equivalentes a 17,3% do total.
A agricultura empresarial contabilizou 70.657 contratos de crédito rural, dos quais 23.478 foram operações de Cédulas de Produto Rural (CPRs). As CPRs representaram R$ 32,4 bilhões, ou 49,2% do total contratado, superando as operações de custeio convencional (R$ 23 bilhões, 34,9%).
No custeio, os demais produtores empresariais contrataram R$ 12 bilhões (52,2%), enquanto os enquadrados no Pronamp contrataram R$ 11 bilhões (47,8%).
Para comercialização, R$ 4 bilhões foram contratados em crédito, e para industrialização, R$ 2,9 bilhões. Nas duas segmentações, os recursos ficaram concentrados entre médios e grandes produtores.
Operações de investimento, destinadas à aquisição de máquinas, equipamentos, irrigação e modernização de estruturas produtivas, somaram R$ 3,5 bilhões. Entre os programas específicos, o Pronamp Investimento registrou R$ 428 milhões, e o RenovAgro somou R$ 413 milhões.
Fontes de recursos
Os Recursos Obrigatórios foram a principal fonte controlada, com R$ 9,9 bilhões. A Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) na modalidade controlada somou R$ 6,7 bilhões. Entre as fontes não controladas, a LCA Livre foi a principal, com R$ 7,6 bilhões destinados ao crédito rural.
Recursos equalizáveis
Conforme a Portaria MF nº 2.170, de 22 de julho de 2026, a previsão de recursos equalizáveis para a safra 2026/2027 totaliza R$ 97,6 bilhões. Esses valores são destinados a linhas de crédito com taxas de juros controladas pelo Governo Federal, com a equalização da diferença em relação às taxas de mercado. Nos dois primeiros meses da safra, foram concedidos R$ 10,9 bilhões em recursos equalizáveis.
O volume de crédito rural no início da safra 2026/2027 reflete a continuidade do apoio governamental à produção agropecuária, com ênfase em operações de investimento e CPRs, que demonstram a confiança dos produtores em contratos de longo prazo. A predominância de recursos controlados e a alta participação de CPRs sugerem que o setor busca maior segurança financeira e previsibilidade de custos, fatores essenciais para sustentar a competitividade das empresas rurais em um mercado cada vez mais globalizado.
