Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Aceitar
O DivergenteO Divergente
  • Mundo
    • Cotidiano
  • Economia
  • Educação
  • Esportes
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Entretenimento
    • Pessoas
    • Música
    • Cinema
    • Gastronomia
    • Séries
    • Cultura
    • Internet
    • Moda
    • Televisão
  • Artigos
Lendo: O Brasil está preparado para a liberação da maconha? O que dizem os especialistas?
Compartilhar
A|a
A|a
O DivergenteO Divergente
  • Pessoas
  • Cinema
  • Cultura
  • Internet
  • Moda
  • Música
  • Séries
  • Televisão
  • Fale conosco
  • Política de Privacidade
  • Expediente
Siga-nos
Cotidiano

O Brasil está preparado para a liberação da maconha? O que dizem os especialistas?

Last updated: 2024/06/26 at 3:38 PM
O Divergente Published junho 26, 2024
Compartilhar
COMPARTILHAR

Um sistema de saúde que tenha condições de receber novas demandas, atendimento na segurança pública e a preocupação com a possibilidade de um comércio de drogas. Na opinião do advogado especialista em direito penal Marcus Gusmão, o país não está preparado para descriminalizar as drogas.

“O Brasil é um país de proporções continentais, como a gente sabe, e isso dificulta sobre a maneira necessária de fiscalização, porque uma descriminalização, ela induziria a certas necessidades de fiscalizações tributárias, certas fiscalizações de vigilância sanitária. Situação essa que, em razão exatamente dessa proporção do país, tornaria uma coisa bastante difícil, para não exagerar, e dizer praticamente impossível”, analisa.

A discussão sobre a possibilidade de descriminalização do porte de drogas – entre elas a maconha – para consumo próprio no país gerou impasse entre o poder legislativo e o judiciário, onde o Supremo Tribunal Federal (STF) discutia a inconstitucionalidade de enquadrar como crime unicamente o porte de maconha para uso pessoal.

- Publicidade -

O doutor em direito do Estado pela USP Rubens Beçak vê com preocupação essa quebra de braço.

“O povo brasileiro não consegue perceber, porque não é especialista, não é técnico jurídico, ou quem estuda o tema. Não entende por que que um comando uma vez vem num sentido e logo em seguida vem um comando no outro sentido, sendo que na verdade o que acontece é que de um lado temos a norma e outras vezes, legitimamente, o Supremo, imbuído dessa função de Corte Constitucional, dizendo que é constitucional ou não”.

O especialista Marcus Gusmão acredita que o Brasil não está preparado para enfrentar as possíveis consequências com a descriminalização da maconha para consumo próprio.

“Essa descriminalização do porte de maconha para uso próprio, para consumo pessoal, em pequenas quantidades, pode trazer uma série de outros efeitos colaterais. Um aumento grande quanto ao tráfico de drogas, situações de sobrecargas ao sistema de saúde pública, principalmente, e, de repente, um aumento até de outras infrações penais que são correlatas mesmo ao próprio uso de maconha, como por exemplo os pequenos furtos”, salienta.

Para Rubens, essa postura só causa mais transtornos e insegurança para a sociedade.

“Para a percepção final do destinatário, isso dá uma confusão muito grande, o que não é desejável para a percepção do sistema de justiça, para a percepção do sistema em última análise democrática”, destaca.

De quem é a palavra final?

O advogado especialista em direito penal Marcus Gusmão explica que é dever do legislativo trazer as previsões legais ou retirar as que já existem. Ele diz que o legislador, quando prevê uma determinada norma, ele faz a análise do ponto de vista da política criminal, do ponto de vista da sociedade, considerando que são os representantes do povo que fazem as previsões legais.

“A palavra final sobre o porte de drogas para consumo próprio, de um modo geral, tem que ser do Poder Legislativo. Então, a conduta prevista como norma tem que vir do legislador, é a palavra que tem que vir do legislador. O Supremo dá a interpretação em relação às situações que vivencia, às análises que o Poder Judiciário é chamado a ter todo dia, porém essa interpretação é sempre baseada na lei prevista pelo legislador, que em regra é quem dá a última palavra sobre esse assunto”, destaca.

O doutor em direito do Estado pela USP Rubens Beçak avalia essa discussão como consequência do atrito entre os poderes o que, segundo ele, é até natural diante de uma Constituição que tem uma série de comandos ou de leis que vem posteriormente à Constituição e geram conflitos. Mas ainda assim, ele acredita que tanto o legislativo como o judiciário estão caminhando em polos opostos.

“A atual legislatura tem tido uma pauta de costumes como mais conservadora, enquanto o Supremo Tribunal Federal tende a ter uma maioria mais, digamos assim, nesta pauta, progressista. Ambos têm legitimidade e é um fenômeno aí que temos observado muito no Brasil sobre a afirmação de quem teria a palavra final naquele assunto”, observa.

Fonte: Brasil61

O Divergente junho 26, 2024
Compartilhe este artigo
Facebook Twitter Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Print
Artigo anterior Operação combate desmatamento criminoso na Amazônia Legal
Próximo artigo HISTÓRIAS EXPORTADORAS: Cachaça Palmeira aposta em sabores exclusivos e embalagens personalizadas para alcançar mercados no exterior
Deixe um comentário Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade

Política

TSE aprova envio de Forças Armadas para garantir eleições de 2026
TSE aprova envio de Forças Armadas para garantir eleições de 2026
Meta apresenta plano de conformidade para Eleições 2026
Meta apresenta plano de conformidade para Eleições 2026
Senado aprova novo marco para Seguro Rural (quinta-feira, 3)
Senado aprova novo marco para Seguro Rural (quinta-feira, 3)
Cenários opostos: Lula lidera Nordeste enquanto Bolsonaro domina Sul nas pesquisas para 2026
Cenários opostos: Lula lidera Nordeste enquanto Bolsonaro domina Sul nas pesquisas para 2026
Manifestações de direita e esquerda marcam 7 de Setembro em todo Brasil (7 de Setembro)
Manifestações de direita e esquerda marcam 7 de Setembro em todo Brasil (7 de Setembro)

Recentes

Indústria naval brasileira busca negócios em ciclo de investimentos de US$ 120 bilhões
Indústria naval brasileira busca negócios em ciclo de investimentos de US$ 120 bilhões
Crédito rural acumula R$ 65,7 bilhões nos primeiros dois meses da safra 2026/2027
Crédito rural acumula R$ 65,7 bilhões nos primeiros dois meses da safra 2026/2027
Geração 60+ lidera chefia de lares, mas enfrenta sobrecarga e informalidade
Geração 60+ lidera chefia de lares, mas enfrenta sobrecarga e informalidade
Frio intenso domina o Sul do Brasil no domingo (13)
Frio intenso domina o Sul do Brasil no domingo (13)
Calor intenso domina a Região Norte neste domingo (13)
Calor intenso domina a Região Norte neste domingo (13)

© 2016 O Divergente - Notícias entretenimento e atualidades do Brasil e do Mundo- Todos os direitos reservados

  • Fale conosco
  • Política de Privacidade
  • Expediente

Removido da lista de leitura

Desfazer
Bem vindo de volta!

Entre na sua conta

Perdeu sua senha?